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Encontro de bloggers VIP (Maringá)

19 Set

Domingo passado, há quase uma semana, portanto, rolou em Maringá o primeiro encontro dos bloggers da região. Na época, o encontro não tinha nome, mas hoje cedo o Danilo me chamou no Talk para anunciá-lo: VIP. Mas não de Very Important People, e sim Vim do Interior do Paraná.

O encontro foi no Jungle Juice, regado a muito suco e smoothly (ou algo parecido com isso). Estiveram presentes, além do já citado Danilo, eu, Rics, Nanda, Issamu, Tiago Valenciano e Ricardok. Ah sim: a filha do Rics e da Nanda, a pequena Sophia, também compareceu, além de dois não-bloggers: a namorada do Issamu, e a irmã do Rics. O fato de eu não saber o nome delas deve-se à minha péssima capacidade de guardar nomes de recém-conhecidos.

Definitivamente, não sou fotogênico (principalmente dormindo).

Definitivamente, não sou fotogênico (principalmente dormindo).

Como bem observou o Rics, em seu post sobre o encontro, o pessoal estava um pouco contido, meio receoso, talvez, ou então… Não sei. Acho que o local, que é muito legal, não colabora para reuniões do tipo, ainda mais quando os participantes acabam de se conhecer pessoalmente ( :P ). Apesar disso, o clima era legal, e tal qual o primeiro Batman do Cristopher Nolan, ele serviu de aperitivo para outros maiores e melhores que certamente pintarão no futuro.

O único dali que eu conhecia virtualmente há um bom tempo era o Issamu, que, a propósito, também comentou o encontro. E, como quase sempre, pessoalmente ele é bem diferente do que eu imaginava (e a foto do próprio em seu blog faz pensar). Conhecê-lo pessoalmente me fez relembrar os bons tempos do IRC, onde era comum, depois de batermos papo com o pessoal nos canais da cidade, conhecer todo mundo pessoalmente :) .

No geral, o balanço foi positivo. E que venham outros!

Cloverfield

15 Set

Pôster (muito bom) de Cloverfield.

Pôster (muito bom) de Cloverfield.

Fazer um filme que foge do padrão da indústria, ou seja, que não tenha linearidade, explicações óbvias e outras padronizações do tipo, é sempre arriscado. A distância entre o sucesso absoluto e o fracasso total é muito pequena, de modo que detalhes podem transformar uma obra de arte num monte de estrume. Felizmente, não é o que ocorre no originalíssimo Cloverfield: Monstro (Cloverfield, EUA, 2008), filme acima da média.

Cloverfield aproveita a idéia de A Bruxa de Blair (só o primeiro), ou seja, uma única câmera, na mão de um dos protagonistas, só que a reutiliza de maneira mais intensa. Durante uma festa, do nada ocorre uma explosão, e a partir daí um grupo de amigos sai despesperado pelas ruas de Nova Iorque, sem saber o que está acontecendo na cidade, simplesmente tentando sobreviver e entender o que se passa. Logo que saem do prédio, a cabeça da Estátua da Liberdade no meio da rua deixa claro que algo realmente grande está acontecendo. ler tudo »

Pagando para aprender

10 Set

Eu e minha irmã estudamos na mesma escola de idiomas, porém em turmas diferentes. Ela reclama horrores da nova política que foi instaurada lá no meio do ano passado, política esta bastante rígida e que, até o momento, vem sendo mantida a mão de ferro. Nada de atraso, nada de esquecer de fazer tarefa, nada de aparecer para as aulas sem preparar as lições. Só para esclarecer antes de prosseguirmos: eu sou favorável ao método, ela, não.

O principal argumento que ela utiliza contra a política é o de que ela está pagando, logo, tem direito a faltar, deixar de fazer as atividades, cometer esse pequenos atos de rebeldia e/ou preguiça. De fato, às vezes fazer um simples texto torna-se um trabalho gigantesco ante à fadiga, mas mesmo assim, na metodologia atual, ele é feito. E por quê? Por obrigação. Se não fizer, não assisto aula, simples assim. Se não houvesse retaliação, eu simplesmente deixaria de lado, e entregaria na aula seguinte  - ou não.

O argumento (pífio, se me permitem dizer) dela cai por terra quando lhe questiono o porquê dela estudar inglês, dela “estar pagando”: aprender. Se a escola diz que, para falar, ler e entender inglês, você precisa fazer as tarefas, precisa preparar as lições, não pode faltar, nem chegar atrasado, o que tem-se a fazer? Seguir as regras. Esse é o caminho das pedras, a receita do bolo. Pago a mensalidade, que não é barata, para aprender, não para assistir aula.

Mesmo que fosse gratuito, mesmo que eles me pagassem para estudar, a rigidez deveria ser a mesma, e mais que isso, deveria ser estendida para todos os estabelecimentos de ensino. Por que a maioria esmagadora de bacharéis em Direito é terrível, a ponto de não conseguir fazer uma petição inicial? Porque empurraram o curso com a barriga, e o que é pior, com a conivência da instituição.

A questão não é a instituição fazer as vezes de babá; é apenas cumprir seu papel de incentivadora, educadora. O processo de aprendizagem é, por vezes, deveras cansativo, e cativar os alunos faz parte, pois mesmo eles estando ali com um propósito bem definido (pelo menos em tese), que é o de aprender, não é raro e é perfeitamente comum o abatimento, especialmente em cursos demasiadamente longos.

Claro que há exceções, pessoas que fazem tudo de bom grado, para as quais regras do tipo seriam desnecessárias, já que essas pessoas as seguem naturalmente. Esse perfil deveria ser o dominante, mas por motivos que fogem à minha compreensão, não é. Se a dedicação não existe naturalmente, de duas, uma: ou consegue-se ela através da disciplina consentida, ou não a consegue. Nesse último caso, trocando em miúdos, quero dizer: “desista”, e não por maldade, mas simplesmente porque não há compatibilidade entre a pessoa e a habilidade/conhecimento/idioma pretendido. E tendo isso em mente, bem fresco e claro, me pergunto por que diabos eu ainda insisto no Direito. E, como sempre, fico sem resposta.