Rodrigo Ghedin

ACP, campeão paranaense de 2007

ACP - Foto da Gazeta do Povo.

Não sou muito ligado em futebol, mas esta não dá para deixar passar: o ACP (Atlético Clube Paranavaí), time da minha cidade natal, Paranavaí, praticamente inexpressivo em âmbito nacional até então, conquistou ontem o Campeonato Paranaense, ao empatar em zero a zero com o Paraná Clube.

Paranistas e RPC, que através do digníssimo locutor pentelho Jasson Goulart fez questão de demonstrar que era Paraná Clube desde criancinha, chupem! Jogadores do ACP, direção e comissão técnica, parabéns!

E vamos que vamos: em 2008, tem Copa do Brasil e série C do Campeonato Brasileito. Não que eu goste muito de futebol, mas sabem como é, né? Minha cidade natal, e tal…

[tags]ACP, Campeão, Paranaense, Paraná, Paranavaí, Futebol[/tags]

O chato e o legal de morar sozinho

Quem acompanha assiduamente este blog desde, pelo menos, o começo do ano, deve saber que 2007 está sendo bastante diferente para mim, pelo simples motivo de que, pela primeira vez nos meus vinte anos de existência (sentiu a dramaticidade?), abandonei o lar, doce lar onde nasci e cresci, e fui morar sozinho. Ou quase isso, já que divido a casa com minha irmã pentelha, a Patrícia, que vez ou outra aparece aqui no blog para tecer comentários cheios de veneno.

Moramos num bairro onde praticamente só há estudantes, em Maringá. Isso significa que tem de tudo um pouco aqui perto, desde mercado, farmácia, lan house, passando por lava car, estacionamento, e claro, um boteco movimentado. De todos, o que mais aporrinha é o boteco, não pelo estabelecimento em si, que é enorme e eu nunca visitei, mas pela bagunça e movimento de carros que ele acarreta, além do maldito flanelinha que ronda os carros estacionados como urubu voa sobre carniça. Enfim, nada insuportável. De resto, o bairro é tranqüilo, especialmente durante o dia e nos fins de semana. Aliás, é nos fins de semana, quando o céu está nublado, que eu adoro isso aqui: a rua principal, a Paranaguá, tem umas árvores muito bonitas, e a visão de quem vem da Colombo é belíssima.

Enfim, vou parar por aqui a parte das redondezas, antes que eu escreva meu endereço completo…

Moro num apartamento, num prédio onde não existe elevador. Isso também é novidade para mim. Antes de mudar para cá, o máximo que tinha convivido em apartamento eram alguns poucos dias passados em feriados prolongados no apartamento da Heri, minha namorada, ano passado. (Aliás, ela mora pertinho daqui, o que é deveras bom). Sempre fui bastante caseiro, no sentido estrito da palavra, ou seja, do tipo que fica enfurnado dentro de casa. Essa característica meio que ajudou na minha adaptação, acho eu, já que não sinto necessidade de… sei lá, ficar à toa no quintal, ou apreciar a rua da calçada, ou qualquer coisa que tenha de ser necessariamente feita fora da casa.

Certa vez, bem antes dos blogs se popularizarem, li uma entrada no de uma menina onde ela, na mesma situação em que me encontro hoje, fazia uma reflexão sobre a vida a só. Era mais ou menos assim:

Engana-se quem pensa que morar sozinho é como viver um episódio de Friends, onde a toda hora algum amigo maluco bate à porta, e você nunca fica sozinho, e tudo é motivo de piadas e frases sarcásticas e alegria.

Esse pensamento me marcou bastante, tanto que, agora, na primeira oportunidade que tenho para falar sobre minha vida a só, o escrevi. Morar sozinho é solitário (hehe :P), embora eu goste disso. Minha concentração melhora, desatenções são quase nulas, enfim, em termos de produtividade, aqui é mil vezes melhor que lá. Existem desvantagens, e muitas, como o trabalho doméstico, que para mim se restringe à cozinha (fiz um bom negócio com minha irmã), ou a solidão, que vez ou outra incomoda. Felizmente, esta última é bastante atenuada pela irmã e a namorada. O que importa dizer é que é diferente de estar em casa.

O apartamento em si é bom, tirando o alto preço do aluguel. É nisso que dá procurar apartamento depois do início das aulas… Meus vizinhos são insuportáveis. Um praticamente expele o pulmão todo santo dia, durante o banho. A assoada de nariz dele é tão violenta, que não me surpreenderia saber que o prédio todo a ouve. Mas isso não é nada… Outra vizinha, cuja janela do seu apartamento fica imediantamente na frente da janela do meu quarto, tem o péssimo hábito de gritar em horários inoportunos. Ou é perto da meia noite, ou às seis da manhã! Dia desses, acordei neste horário com a seguinte frase, gritada: “hoje eu acordei elétrica!”, seguida de uma sonora risada. Tosca.

Este texto está tomando rumos bem diferentes dos que eu havia planejado, então, antes que ele desande de vez, vou parando por aqui. Mas antes, uma coisa eu não poderia deixar de escrever: morar sozinho é um grande aprendizado. Aumentam as responsabilidades, aumentam as exigências, aumenta tudo. E isso é bom, faz crescer, caleja a pessoa para o mundo. É um excelente “test drive” para o dia que a maioria anseia, e que todas as mães temem: o da saída de casa. A minha ainda vai demorar, mas até lá já estarei craque em viver sozinho (ou acompanhado, quem sabe?).

[tags]sozinho, morar, maringá, zona 7, estudante[/tags]

Vamos trabalhar!

Publicado originalmente em 5 de janeiro de 2005.

Estava meio irritado com tudo e com todos nessa época. Fazia pouco menos de um mês que tinha sido despedido do escritório, ainda não tinha renda proveniente da Internet, minha insegurança para com o curso de Direito atingia seu nível mais alto desde sempre. Enfim, estava meio receoso em relação ao futuro.

Estava navegando em um fórum de adolescentes dia desses, e um dos tópicos me chamou a atenção. O assunto era qual a faculdade que eles pretendiam cursar. 95% disseram que pretendem cursar algo relacionado à informática, pois é o que eles gostam, blablablá… Pobres coitados. Informática não é a profissão do futuro. Quem pensa em fazer fortuna mantendo um host de fundo de quintal, ou então “desenhando” páginas, está viajando. Enfim, não é sobre isso que vou escrever, apenas citei o caso acima para exemplificar o verdadeiro assunto deste post: trabalhar no que se gosta.

Li certa vez, infelizmente não me lembro onde, que é um terrível engano as pessoas pensarem que se realizarão profissionalmente quando fizerem o que gostam. Segundo este mesmo artigo, o caminho é inverso: temos que gostar do que fazemos, almejar a excelência no trabalho, independente do que seja, se gostamos ou não, se o patrão é chato ou legal. No futuro, este comportamento renderá bons frutos. Por quê? É simples, lógico. Destacando-se na sua função, as chances de uma promoção aumentam consideravelmente; sendo mais produtivo, seu chefe ficará mais satisfeito, fato que se converte em mais regalias a você, podendo transformar-se até num aumento salarial. Além disso, há benefícios a nós mesmos. Minha mãe sempre diz que o que fazemos de bom gosto sai bem melhor do que o que fazemos a contra gosto. É exatamente esta a situação do trabalho, sem contar que nos sentimos melhores. Quando eu faço uma coisa contra a minha vontade, fico irritado, faço de qualquer jeito, e f***-se se gostarem ou não. Quando faço algo que me agrada, ou pelo menos que eu tenha a intenção de fazer bem, sou meticuloso ao extremo, o que resulta em um algo melhor.

Voltando ao artigo sem fonte, o autor critica veementemente o estigma que o brasileiro tem de achar que só é feliz quem faz o que gosta. Novamente, concordo. Até mesmo porque eu (ainda) estou nesse grupo sonhador. Mas estou me reeducando. Sempre tive a sensação de que as coisas vêm facilmente… Na minha antiga concepção, há um desequilíbrio descomunal entre trabalho e salário. E isso é errado, totalmente errado! Mas que droga, se é errado, por que eu acreditava nisso!? No meu ex-emprego, eu entrava às 8h, tinha um horário de almoço de 2h, e saía às 17h 30min. Era cansativo? Sim. Desgastante? Também. Chato!? Por vezes, sim. Mas era dignificante. Na sexta feira saía de lá com uma tranqüilidade que hoje invejo. “O trabalho dignifica o homem”… Exatamente isso. Não fazia nada que eu gosto. Era um estagiário misto de office boy e secretário. Mas aprendi a gostar do que fazia, e nos últimos tempos, estava batalhando para atingir a excelência. Fui despedido, mas esta é outra história…

Por ora não pretendo sair à caça de trabalho. Estou fazendo uns serviços de free lancer pela Internet, e está dando pra quebrar o galho. Aliás, esta é uma coisa que sempre quis: trabalho pela Internet, na hora que quero… Grande bosta.

Bom, vou ficando por aqui. O dever me chama!

[tags]Trabalho, Carreira, Emprego, ProBlogger[/tags]

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