Blog do Rodrigo Ghedin

Blog sob Creative Commons e livre de anúncios

Tenho muita coisa, muitos bens materiais. Iniciei um processo para me livrar desse excedente faz algum tempo, mas ainda estou longe de chegar no nível desejado, onde tenho apenas o que uso/preciso.

Livrar-me de bens materiais é uma de várias mudanças que venho tentando implantar na minha vida. Alguns anos atrás sonhava com uma estante cheia de livros, prateleiras recheadas de CDs, computadores diversos e poderosos, celulares modernos, eletrônicos e tantas outras tralhas que, em última análise, passam mais tempo acumulando pó do que sendo efetivamente usadas.

Se tem algo que a Internet me proporciona e a que eu agradeço pela sua existência todos os dias é a troca de ideias e filosofias que ela proporciona. Com a ajuda de muita gente boa que não consigo aqui listar, mudei (para melhor, imagino) diversas opiniões e conceitos sobre as coisas da vida. Às vezes um texto nem chega a tocar em determinado ponto, mas algum trecho, uma frase que seja, serve de estopim para a reflexão e, dessa, vem o amadurecimento.

Minha biblioteca particular está diminuindo, já não compro mais filmes, doo ou vendo a preço de custo basicamente tudo o que está parado em casa. É um ato físico que tem mais reflexos na mente do que em qualquer outro lugar. Doar faz bem; você se livra de algo que na melhor das hipótese roubava espaço na sua casa e, de quebra, ainda faz a alegria de outra pessoa.

Quero ir além, porém. E nesse processo de desprendimento, hoje tomei a decisão de atribuir uma licença Creative Commons a esse blog. Afinal, o desapego também tem vez em bens intangíveis. Defini a licença libera o uso do conteúdo publicado aqui livremente, inclusive para fins comerciais — em outras palavras, a mais permissiva.

Para quem não conhece, a Creative Commons é uma alternativa às leis de direitos autorais tradicionais. Ela resguarda a autoria e o devido crédito, mas permite que qualquer um copie, modifique e distribua o conteúdo, com ou sem direito de exploração comercial. Tais atributos são personalizáveis, de modo que alguém que, por exemplo, não queria ver a sua obra usada para fins comerciais pode incluir essa restrição na licença

Eu costumava correr atrás de quem dava Ctrl + C, Ctrl + V nos meus textos. Não são os melhores escritos do mundo, mas se alguém se deu ao trabalho de fazer a cópia, algum valor deve ter (não?). Agora, não me importa mais, mesmo. Quer copiar? Vá em frente, eu permito expressamente. Se me der o crédito, ótimo, você pegou o espírito da coisa! Se não, paciência.

E nessa vibe de desprendimento, aproveitei o embalo e removi todas as propagandas que existiam aqui. Não eram muitas, é verdade; só um banner grande, lá no topo. Mas agora, não tem mais nada. Ao entrar no blog, você verá o meu nome, grande, lá em cima, os posts e, no final, filtros de conteúdo, páginas especiais e links para os meus perfis em redes sociais. Os outros blogs dos quais sou responsável, Campo Minado e Facebook Fácil, também são “ad-free”.

Ainda há um longo caminho nessa interminável busca pelo aprimoramento pessoal. Quando digo “interminável”, acredito não ser força de expressão; de fato, sempre há o que melhorar, coisas novas para conhecer e aprender. Liberar o conteúdo do meu blog e remover os anúncios dele são gestos pequenos, mas que somados ao todo contribuem para o bem estar. Nesse caso específico, o meu e o de vocês, leitores.