3 maneiras de descobrir novas músicas e bandas legais

Quem gosta de descobrir novas músicas legais? Todo mundo. Mas é difícil e, em situações normais, eu não tenho muito saco para “caçar” recomendações em sites especializados ou… sei lá.

Como as pessoas descobriam novas bandas antigamente?

Nas últimas semanas uma conjuntura de fatores tem dado muitos resultados positivos nesse sentido. Como sou um cara legal, vou compartilhá-la com vocês.

A primeira é a mais antiga e, talvez, certeira: tenha amigos com bom gosto.

É o princípio básico do crowdsourcing aplicado na vida real, longe da Internet. Se eu e meus quatro amigos descobrirmos uma nova banda legal por mês, já terei bem mais referências musicais do que teria no mesmo intervalo sozinho. Se você for uma pessoa normal com um monte de amigos, terá ainda mais, um monte de boas recomendações. Só atente para a (importante!) questão do bom gosto; uma visita ao perfil da possível fonte na Last.fm (o meu aqui), uma olhada nas músicas que ela tem no celular ou mesmo um rolê no carro com o CD/pen drive “só cas melhor” deve ser suficiente para chegar a uma conclusão. É nessa etapa, por exemplo, que o potencial do meu círculo de amizades para prover boas recomendações cai pela metade — no mínimo.

As outras duas têm a vantagem de não dependerem, ao menos não diretamente, de outros seres humanos. Uma é puro algoritmo, os sistemas de streaming musical como Spotify, Rdio e MOG.

Eu não sei nos outros, mas o Spotify tem alguns recursos bacanas para descobrir bandas semelhantes às que você gosta. Na página dela existe, no canto superior direito, uma seleção de artistas relacionados. Não é muito útil para descobrir bandas realmente novas no sentido de outros gêneros e tal, mas uma mão na roda para encontrar material inédito de um dado estilo. Quanto mais longe se vai nessas recomendações, maior a distância para a banda original. Outro plus: no topo da lista de álbuns sempre aparece um “Top Hits” com as músicas mais populares daquela banda/intérprete no próprio Spotify.

Screenshot do Spotify na página de uma banda.

Visão geral da página de uma banda no Spotify. (Clique para ampliar)

Existem ainda as rádios. Há dois tipos delas, uma baseada no artista e outra em gêneros. A dos artistas segue o esquema dos relacionados comentado acima: vêm músicas parecidas com as que a banda-referência toca. A dos gêneros é mais interessante na descoberta, por motivos óbvios. Só recomendo desativar o scrobbling do Last.fm e o frictionless sharing do Facebook antes de embarcar nessas aventuras — sempre existe o risco de aparecer coisas indesejáveis nos seu histórico…

Outra força do programa são as playlists públicas. Com a conexão com o Facebook, dá para encontrar fácil as listas dos seus amigos. Isso meio que automatiza a primeira dica, sem a vantagem da recomendação direta, mas ainda assim válida.

No Spotify eu não tenho muito o costume de sair a esmo em busca de novidades. Nas últimas semanas, só descobri s/he lá e me peguei surpreso gostando de uma batida mais eletrônica, gênero que jamais passou perto de figurar numa playlist minha. É legal, ouça aí — digo, .

Por fim, mas não menos importante, o app para iPad mais legal das últimas semanas, Band of the Day.

Screenshot do calendário do Band of the Day.

Band of the Day. (Clique para ampliar)

falei sobre ele no Gemind, mas merece o repeteco porque a seleção é, em geral, muito boa. Resumindo aqui para quem ficou com preguiça de clicar: trata-se de um aplicativo que traz, todo dia, uma banda nova com músicas completas para ouvir, crítica, biografia e alguns vídeos.

O “seleção muito boa” é bastante relativo porque depende diretamente da bagagem e preferências do ouvinte, mas para mim o BotD tem batido em cima quase todo dia. Algumas das minhas novas obsessões musicais vieram de lá: Rubblebucket, Yellow Ostrich, Heavy Cream, Destry

Em geral eu tomo café, abro o app e vou ler emails e feeds enquanto a música toca em segundo plano. Depois, já no PC, rola até uma dobradinha bacana com o Spotify: a maioria dos álbuns mostrados no BotD está disponível nesse. É especialmente legal porque, como são bandas pouco conhecidas, nem se eu quisesse apelar para o lado caolho e perna-de-pau da Internet conseguiria — impossível achar. Depois de ouvir o álbum e chegar a um veredito, dá para comprar as músicas direto do app, já que ele traz links para a iTunes Store.

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