Lá se vão quase quinze anos desde que Evangelion passou no Japão. Nas comemorações dos dez anos, Hideaki Anno, criador do projeto original, anunciou Rebuild of Evangelion, uma releitura da série dividida em quatro filmes com o que há de mais avançado em tecnologias de animação e áudio.
Tive o prazer de assistir aos dois primeiros longas dessa empreitada, que conta com toda a equipe original, além de novos e capacitados profissionais. Fui surpreendido não uma, nem duas, mas diversas vezes. A parte gráfica é de cair o queixo… Os efeitos de animação são avançadíssimos, especialmente a mistura de traços clássicos com imagens tridimensionais, formando uma harmonia sem precedentes. O áudio é sublime, conta com uma dublagem perfeita, efeitos sonoros extremamente verossímeis e trilha sonora de muito bom gosto.
O mais intrigante, porém, é o roteiro. Mudar de maneira tão profunda a série clássica nessa quadrilogia foi algo muito, mas muito ousado. Tendo assistido a original, era de se esperar que esse remake não seria apenas um… remake, mas sim algo maior que o material do qual se originou. Evangelion 1.11: You’re (not) alone e, principalmente, Evangelion 2.22: You can (not) advance, são os filmes mais épicos que já tive o prazer de ver.
O único problema, gravíssimo, aliás, é ter que esperar as duas sequências que fecharão a trama. E ao pensar nisso, não consigo sequer imaginar como qualquer coisa pode ser capaz de superar o final de You can (not) advance em termos de grandiosidade… Mas eles conseguem. Tenho total confiança de que conseguem.
