
Pôster de [REC.
A fórmula inaugurada por A Bruxa de Blair e aperfeiçoada por Cloverfield tem mais um representante (que, para efeitos de constagem, saiu antes de Cloverfield): [REC] ([REC], Espanha, 2007). Só que o survival horror espanhol vai além, e, arrisco dizer, consegue entregar o filme mais tenso dos últimos tempos. Trata-se de um filme de terror como há muito eu não assistia!
Nos áureos tempos do PlayStation original, a Capcom tinha dois jogos com estilos parecidos, mas propostas diferentes. Dino Crisis era um jogo de dinossauros, cheio de ação e adrenalina; Resident Evil era um survival horror, tendendo mais para o suspense e terror do que para a ação em si. A relação entre eles talvez seja parecida com a que existe entre Cloverfield e [REC] - tirando os dinossauros. Enquanto no primeiro a ação cria o clima, no segundo é o terror que dá o tom. Aliás, pela temática e detalhes do enredo, [REC] é uma adaptação mais fiel de Resident Evil do que o próprio - não que a trilogia estrelada pela Milla Jovovich seja grande coisa, mas…
[REC] mostra uma equipe de TV espanhola, composta pela (gatíssima) repórter Angela Vidal (Manuela Velasco) e pelo cinegrafista Pablo (Pablo Rosso), fazendo a cobertura de um dia normal no Corpo de Bombeiros. No primeiro chamado da noite, os bombeiros vão a um prédio, onde uma senhora aparenta ter surtado. Após uma séria confusão com a tal senhora, eles se vêem presos no prédio, junto com os moradores, sem informações sobre o motivo da interdição. Ali começa o calvário dos personagens. [REC] consegue o que poucos filmes do gênero fazem: assustar. A perspectiva e o estilo de filmagem, do tipo “uma idéia na cabeça e uma câmera na mão”, coordenados pelos competentes diretores Jaume Balagueró e Paco Plaza, contribuem para criar o clima de imersão já característico.

Angela Vidal (Manuela Velasco).
Não há muito o que dizer. Ou melhor, há sim, muita coisa, mas aí corro o risco de estragar a surpresa de quem ainda não assistiu. O que importa dizer é que o filme é muito bom. Demora um pouco para engrenar, mas quando o terror começa, seus olhos grudam na tela, os músculos ficam imóveis, e a pulsação aumenta. E não, isso não é exagero, nem dramaticidade em excesso. A seqüência final é de prender a respiração.
A versão americana, batizada de Quarantine, saiu ou deve estar para sair, mas dado o histórico de remakes ruins que Holywood já produziu de filmes de terror orientais, tenho cá minhas dúvidas se a cópia será superior ao original. Na dúvida, fique com [REC].
Outros textos sobre [REC]:
- (REC)onhecidamente HORRÍVEL, por LavaFlow;
- [Rec] (2007), por Ricardo Prado;
- Uma câmera na mão e uma (boa) idéia na cabeça, por André;
- [REC], por Conrado Heoli.
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