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A trilogia melancólica dos Killers

The Killers é uma das melhoras bandas que surgiram nos últimos tempos. Sou fã confesso da turma de Las Vegas liderada por Brandon Flowers. As músicas são viciantes, com uma levada meio anos oitenta, letras profundas e um clima super bacana.

O último disco deles, Sawdust, trouxe canções de singles, bonus tracks e outras que, por um motivo ou outro, não entraram nos CDs oficiais lançados até então. Apesar dessa descrição passar uma sensação de “resto”, acredite: é um disco fenomenal. Já escrevi sobre Sawdust, portanto, para ler mais sobre ele, clique aqui.

Uma música que tenho ouvido muito ultimamente é Leave the bourbon on the shelf. Ela narra a história de um cara que perde a namorada, Jennifer. Não tinha atentado à relação dela com outras duas canções dos Killers, até que, procurando um clipe para ilustrar o Wincast #010 (no qual a referida canção foi usada na abertura), ao encontrá-lo, li alguns comentários sobre uma trilogia de canções. Hm, interessante. Continue lendo ‘A trilogia melancólica dos Killers’

Narrow Stairs, do Death Cab for Cutie

Capa de Narrow Stairs.

Capa de Narrow Stairs.

Comecei a ouvir Death Cab for Cutie há pouco mais de dois anos, ou seja, na época pós-lançamento do Plans, penúltimo CD da banda. Os poucos fãs com quem tive contato torceram um pouco o nariz para o disco, dizendo que o anterior, Transatlanticism, era melhor. De fato, é mesmo, mas isso não quer dizer que Plans é ruim.

Três anos depois do (talvez) controverso Plans, a banda liderada pelo vocalista e guitarrista Ben Gibbard lançou Narrow Stairs, disco com onze faixas e, até onde pude perceber, com diferenças sutis, porém perceptíveis, em relação aos títulos anteriores.

Narrow Staris ficou em 1º lugar no Billboard 200, ranking semanal dos duzentos álbuns mais vendidos dos EUA, algo inédito para a banda. Foi muito bem recebido por crítica e público, e tem a essência que consagrou o Death Cab: batidas legais, letras interessantes e arranjos muito bons. Continue lendo ‘Narrow Stairs, do Death Cab for Cutie’

Sawdust

O problema em ser bom é a expectativa que essa qualidade gera nos outros. A partir do momento que passam a empregar esse adjetivo quando se referem a você, a obrigação de manter o nível se estabelece e só vai embora quando a contrariamos, ou seja, quando o bom se torna ruim.

Os Killers saíram de Las Vegas há alguns anos e, com seu disco de estréia, Hot Fuss, arrebataram elogios efusivos de crítica e fãs (inclusive deste que aqui escreve). As músicas são contagiantes, têm influência das dos anos oitenta, embora não passem sequer perto do cafona, e… enfim, são excelentes. Algum tempo depois, a trupe de Brandon Flowers lançou o Sam’s Town (escrevi sobre o disco), segundo disco que, se não é superior ao primeiro, segurou o rojão legal. Um disco bacana, que embora tenha menos músicas marcantes em relação ao primeiro (apesar de ter mais canções, em termos absolutos), é bom. Vale a pena, de verdade.

Sawdust, novo disco do The Killers.

Capa do Sawdust.

Enquanto os Killers ainda seguem turnê do Sam’s Town, resolveram entrar em estúdio, pegar alguns b-sides e músicas experimentais, e lançar um CD “off road”. O resultado é Sawdust, disco inspiradíssimo que já há alguns dias não sai da minha playlist.

Sawdust traz reinterpretações interessantes de grandes sucessos, conserta injustiças (b-sides que nunca chegaram aos ouvidos do grande público), e apresenta músicas novas à altura das grandes dos discos anteriores. Se faltou inspiração e ousadia em Sam’s Town, aqui sobra. Dá para entender, afinal, o disco é composto por canções que, acredito eu, a princípio ficariam de fora de quaisquer discos lançados pela banda. Ainda bem que esse destino não se concretizou.

Há muitas músicas novas legais (Tranquilize, Who Let You Go?, Move Away, Leave the bourbon on the shelf), reinterpretações de músicas já lançadas em outros discos (Sam’s Town “piano e voz”, Mr. Brightside “dançante”, Glamorous Indie Rock And Roll), e b-sides/bonus tracks geniais (Where The White Boys Dance, All The Pretty Faces).

Não sei se este disco desembarcará por aqui. Se tiver a chance de ouví-lo, não perca-a! É difícil encontrar bandas boas divulgando dessa maneira b-sides e versões alternativas de suas próprias músicas…

Sam’s Town

Embora tenha tido contato apenas em 2005, o disco de estréia dos Killers, Hot Fuss, foi um dos melhores de 2004. Tendo como influência direta a música dos anos oitenta, trouxeram uma batida legal, envolvente e original, e arrebataram público e crítica. Dois anos depois, chega a hora temida por muitos, o momento em que o segundo vem à luz, onde os poucos bons são separados dos sortudos de primeira viagem.

The Killers, Sam's Town.

The Killers.

Continue lendo ‘Sam’s Town’

Damien Rice

Damien Rice - O

Damien "barbudo" Rice.

Nove em cada dez pessoas que ouvem e gostam do irlandês Damien Rice o conheceram através do filme Closer: Perto Demais. Quando The Blower’s Daughter começa a tocar, logo no início do longa, acompanhando os passos de Natalie Portman e Jude Law, a sensação transmitida pelo conjunto – música, clima, paisagem, personagens – pode ser resumida em uma palavra: encantador!

Cheguei em casa, após assistir o filme, e minha primeira ação foi baix… Quero dizer, adquirir o CD da trilha sonora. Dali foi um passo para descobrir o intérprete da música-tema. Logo, estava eu ouvindo O, disco de estréia de Damien Rice, ainda inédito no Brasil. Felizmente, as demais faixas mantêm a qualidade de The Blower’s Daughter e Cold Water (outra que está na OST de Closer).

O cantor já foi muito elogiado lá fora. Como a maioria dos profissionais da área, começou por baixo, tocando em bares, na rua e em bandas fracassadas. Essa conversa toda que todos estamos cansados de ouvir, sabe como é…

Mas voltando ao CD, há tempos não ouvia algo tão relaxante e viciante! O, de 2003, começa com Delicate, que faz jus ao nome, e é uma das faixas mais bonitas do álbum. Volcano, a segunda, é mais rítmica, mas nem por isso menos interessante. A terceira é The Blower’s Daughter, que dispensa comentários. Cannonball é outra calminha, muito boa. As demais seguem o estilo: romântico sem ser brega; incrivelmente belas. Destaco ainda Cold Water, que tem a introdução mais bonita dentre todas as faixas. Este CD contou com a participação de Lisa Hannigan em algumas faixas, que diga-se de passagem, tem uma voz fora de série, e está super entrosada com Damien.

Abrindo um parêntese no texto, estou chegando à conclusão de que sou uma droga como crítico musical. Basta ouvir um CD arrebatador como este, e teço uma crítica rasgando elogios, e o pior, sem nenhum revés! Ora, o crítico por si só é chato, perfeccionista, acha erros nos detalhes mais supérfluos! Bom, eu coloco minhas impressões, e se elas são as melhores possíveis, paciência. Pra comprovar que a música é de fato boa, que não passa de entusiasmo ou coisa parecida, basta ouvir o CD B-sides, com algumas demos e músicas ao vivo, incluindo algumas inéditas (e excelentes), como The Professor and La Fille Danse e Woman Like a Man. Tão bom quando O.

Pra não ser absolutamente parcial, recomendo a leitura desta crítica, mais técnica e muito mais completa que esta humilde que acabaste de ler, cuja autora é Juliana Depiné.

Pronto, agora minha consciência está mais tranqüila.

Elephant (White Stripes, The)

White Stripes, The - Elephant

Elephant, do The White Stripes.

No final de 2002, surgiram algumas bandas aclamadas como “salvadoras do rock”. Pra ser sincero não sei dizer se elas surgiram neste período, ou se eu simplesmente as descobri, mas o que importa é que me identifiquei muito, e desde então elas têm sido presença obrigatória em qualquer porta CD que eu carregue por aí. As primeiras que ouvi foram The Hives, que hoje não está entre minhas favoritas (vocal muito rasgado, machuca os tímpanos), mas que na época curti tanto que comprei o Veni vidi vicious, e The White Stripes, que também me fez comprar um CD, o White blood cells. Alguns anos se passaram e, depois de ficar um tanto esquecida, devido ao excesso de experimentações e algumas músicas sem sentido – pra não dizer chatas, The White Stripes voltou a figurar entre as minhas bandas prediletas, graças ao ótimo Elephant.

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