Arqueólogos e historiadores têm uma difícil missão em seu dia-a-dia: reconstituir fatos passados. Além da dificuldade natural em retratar algo não presenciado, o fato de haver poucos dados, documentos e objetos de outrora torna tal tarefa ainda mais complexa. Independente dos empecilhos, e talvez graças a eles, é notável o trabalho já realizado nesta área.
Geofrey Blainey é um dos historiadores mais respeitados da atualidade. Professor em Harvard e Melbourne, é dele o livro Uma breve história do mundo, que como o nome sugere, traz um relato da curta, porém intensa, história do nosso mundinho.
Seria loucura esperar algo detalhado em aproximadamente 350 páginas de um livro que se propõe a contar a história do mundo. Ainda que, relativamente, nosso planeta seja jovem, possui uma bagagem suficiente para preencher milhares e milhares de páginas. Por isso mesmo, Blainey se concentra em pontos cruciais da história. Traçando um comparativo com aqueles livros de História que utilizamos no Ensino Médio, pode-se dizer que Uma breve história do mundo é mais agradável, porém mais superficial.
Justamente por não se aprofundar em questões polêmicas e/ou complexas, este livro tem um apelo especial para um público que, acredito eu, seja enorme: “historiadores de fim de semana”. Ou seja, aquelas pessoas que apreciam ler sobre o tema, mas não têm tempo ou paciência para debulhar obras mais complexas. Posso dizer que me encaixo neste grupo, e como parte de tal, asseguro que trata-se de leitura agradabilíssima. Vale a pena, mesmo!
A origem da humanidade, passando pelos nômades, as primeiras civilizações, a divisão do mundo entre China e Europa, a Europa medieval, a América, as grandes navegações e conquistas, o exaurimento das descobertas de novas terras, revoluções que mudaram o mundo, as duas Grandes Guerras, a globalização. Esses e outros temas estão no livro.
Ei, você! É, você que não gosta do Carnaval, mas que acha bem-vindo o feriadão prolongado. Já ouviu falar do NO FOLIA? Não!? Então leia nosso manifesto, e participe!
Resumidamente, o NO FOLIA é a resposta do bom gosto ao nefasto Carnaval. Bagunça? Música ruim e alta no ouvido? Um punhado de bêbados, fedorentos e “cheirados” se esfregando em você? NÃO! A principal qualidades do NO FOLIA é ser exatamente o oposto do Carnaval: estabelecimentos livres de filas, nada de tumultos, nada de pessoas sem noção (eles vão pular carnaval), nada de agressão gratuita aos ouvidos e ao bom gosto.
Estamos na terceira edição do maior e melhor feriado do Brasil (quiçá do mundo)! O roteiro é simples:
- A cada dia do feriado (vai de amanhã até quarta-feira de cinzas), reúna um grupo de amigos, ou chame alguém especial;
- Juntos, bolem um programa não-convencional nesses dias de folia, como ir a um restaurante, pegar um cineminha, ou organizar um churrasquinho entre amigos;
- À noite, quando a maioria estiver sofrendo nos clubes e ruas contaminados com a febre carnavalesca, aproveite o fato da maioria dos lugares bacanas estarem vazios, e curta seu programa!
- Repita a dose todo dia (ou não; você decide).
Ainda não foi dessa vez que conseguimos atingir nossa meta de levar o NO FOLIA para a reportagem especial de sábado do Jornal Hoje, da Rede Globo, já que até o fechamento deste texto, nenhum representante da emissora carioca havia entrado em contato comigo. Mas tudo bem, outros NO FOLIAs virão.
Feliz NO FOLIA 2008 pra todo mundo!
Death Note conta a estória de Raito Yagami, um brilhante jovem japonês que, munido de um Death Note, tenta criar um mundo perfeito. Criado por Tsugumi Ohba e Takeshi Obata, o mangá foi publicado em 2006 no Japão, e no mesmo ano, deu origem a um filme live action (com atores de carne e osso) e ao anime (desenho). Neste, foram trinta e sete episódios, recheados de suspense e investigações.
Um Death Note é, como seu próprio nome diz, um caderno de morte. Basicamente, o humano que tiver seu nome escrito nele, morrerá. Há vários, um para cada Shinigami. Shinigamis são deuses da morte. Eles povoam um mundo paralelo ao nosso, e através dos cadernos, ganham mais tempo de vida, matando humanos antes da hora, obtendo, assim, a diferença entre a idade atual e a expectativa de vida do mesmo.
Num dia qualquer, Ryuuku, um Shinigami, farto da monotonia do mundo Shinigami, vem para o nosso mundo e “perde” um Death Note. Raito o encontra e, curioso, lê o “how to use”. Cético, faz alguns testes, que comprovam a eficácia do caderno, e a partir daí, passa a matar sistematicamente criminosos de todos os gêneros. A polícia não fica inerte, e com a ajuda de L, o maior detetive do mundo, começa uma caçada a Kira, pronúncia comum dos japoneses para “Killer”, palavra inglesa que significa “assassino”, e apelido dado ao assassino misterioso.
Boa parte do anime gira em torno não da limpeza moral que Raito faz no mundo, mas sim no jogo de gato e rato que ele e L proporcionam. A coisa fica ainda mais interessante pelo fato do pai de Raito comandar as investigações, detalhe este que, somado a outros paralelos, levam o jovem assassino a ajudar nas investigações.

Há algumas partes meio forçadas, mas no geral o anime é muito instigante. O mais legal é tentar prever os movimentos e as táticas de ambos. Só que isso é meio impossível. De duas, uma: ou meu raciocínio é medíocre, ou os de L e Raito estão além da compreensão humana.
Raito, depois de fazer uma grande carnificina, argumenta que, graças à sua ação, as guerras acabaram, e a quantidade de crimes foi reduzida a praticamente zero. Nada serve de argumento para os policiais, mas pelo menos coloca em xeque a postura das autoridades. Afinal, os fins não justificam os meios? Senti falta de uma abordagem mais filosófica neste sentido. É um debate delicadíssimo e, por isso mesmo, renderia um material muito complexo e interessante, desde que o assunto fosse conduzido com o mesmo esmero que o restante do anime.
Em suma, apesar dos pesares, é um desenho muito legal. O desenrolar da trama é bem conduzido, e a opinião do telespectador em relação a Raito é bem variável. Bom enredo, animação belíssima do estúdio Madhouse, trilha sonora da melhor qualidade, mesclando música erudita com rock pesado. Excelente anime, enfim.
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PS1: Death Note na Wikipédia inglesa traz muitas informações, sobre o mangá, anime e filme. Só assisti o anime até agora, mas o longa-metragem já está a caminho. Não tenho nenhuma base para essa suposição, mas acho que me decepcionarei com a versão “em carne e osso”…
PS2: Pesquisando imagens para ilustrar este post, descobri que existia uma versão online do Death Note! Parece que o site fechou, e hoje pede doações para voltar à ativa. Alguém se habilita a fazer doações?