Rodrigo Ghedin

Uma breve história do mundo, de Geofrey Blainey

Uma breve história do mundo, de Geofrey Blainey.Arqueólogos e historiadores têm uma difícil missão em seu dia-a-dia: reconstituir fatos passados. Além da dificuldade natural em retratar algo não presenciado, o fato de haver poucos dados, documentos e objetos de outrora torna tal tarefa ainda mais complexa. Independente dos empecilhos, e talvez graças a eles, é notável o trabalho já realizado nesta área.

Geofrey Blainey é um dos historiadores mais respeitados da atualidade. Professor em Harvard e Melbourne, é dele o livro Uma breve história do mundo, que como o nome sugere, traz um relato da curta, porém intensa, história do nosso mundinho.

Seria loucura esperar algo detalhado em aproximadamente 350 páginas de um livro que se propõe a contar a história do mundo. Ainda que, relativamente, nosso planeta seja jovem, possui uma bagagem suficiente para preencher milhares e milhares de páginas. Por isso mesmo, Blainey se concentra em pontos cruciais da história. Traçando um comparativo com aqueles livros de História que utilizamos no Ensino Médio, pode-se dizer que Uma breve história do mundo é mais agradável, porém mais superficial.

Justamente por não se aprofundar em questões polêmicas e/ou complexas, este livro tem um apelo especial para um público que, acredito eu, seja enorme: “historiadores de fim de semana”. Ou seja, aquelas pessoas que apreciam ler sobre o tema, mas não têm tempo ou paciência para debulhar obras mais complexas. Posso dizer que me encaixo neste grupo, e como parte de tal, asseguro que trata-se de leitura agradabilíssima. Vale a pena, mesmo!

A origem da humanidade, passando pelos nômades, as primeiras civilizações, a divisão do mundo entre China e Europa, a Europa medieval, a América, as grandes navegações e conquistas, o exaurimento das descobertas de novas terras, revoluções que mudaram o mundo, as duas Grandes Guerras, a globalização. Esses e outros temas estão no livro.

O NO FOLIA 2008 vai começar!

NO FOLIAEi, você! É, você que não gosta do Carnaval, mas que acha bem-vindo o feriadão prolongado. Já ouviu falar do NO FOLIA? Não!? Então leia nosso manifesto, e participe!

Resumidamente, o NO FOLIA é a resposta do bom gosto ao nefasto Carnaval. Bagunça? Música ruim e alta no ouvido? Um punhado de bêbados, fedorentos e “cheirados” se esfregando em você? NÃO! A principal qualidades do NO FOLIA é ser exatamente o oposto do Carnaval: estabelecimentos livres de filas, nada de tumultos, nada de pessoas sem noção (eles vão pular carnaval), nada de agressão gratuita aos ouvidos e ao bom gosto.

Estamos na terceira edição do maior e melhor feriado do Brasil (quiçá do mundo)! O roteiro é simples:

  1. A cada dia do feriado (vai de amanhã até quarta-feira de cinzas), reúna um grupo de amigos, ou chame alguém especial;
  2. Juntos, bolem um programa não-convencional nesses dias de folia, como ir a um restaurante, pegar um cineminha, ou organizar um churrasquinho entre amigos;
  3. À noite, quando a maioria estiver sofrendo nos clubes e ruas contaminados com a febre carnavalesca, aproveite o fato da maioria dos lugares bacanas estarem vazios, e curta seu programa!
  4. Repita a dose todo dia (ou não; você decide).

Ainda não foi dessa vez que conseguimos atingir nossa meta de levar o NO FOLIA para a reportagem especial de sábado do Jornal Hoje, da Rede Globo, já que até o fechamento deste texto, nenhum representante da emissora carioca havia entrado em contato comigo. Mas tudo bem, outros NO FOLIAs virão.

Feliz NO FOLIA 2008 pra todo mundo!

Death Note

Death Note conta a estória de Raito Yagami, um brilhante jovem japonês que, munido de um Death Note, tenta criar um mundo perfeito. Criado por Tsugumi Ohba e Takeshi Obata, o mangá foi publicado em 2006 no Japão, e no mesmo ano, deu origem a um filme live action (com atores de carne e osso) e ao anime (desenho). Neste, foram trinta e sete episódios, recheados de suspense e investigações.

Um Death Note é, como seu próprio nome diz, um caderno de morte. Basicamente, o humano que tiver seu nome escrito nele, morrerá. Há vários, um para cada Shinigami. Shinigamis são deuses da morte. Eles povoam um mundo paralelo ao nosso, e através dos cadernos, ganham mais tempo de vida, matando humanos antes da hora, obtendo, assim, a diferença entre a idade atual e a expectativa de vida do mesmo.

Num dia qualquer, Ryuuku, um Shinigami, farto da monotonia do mundo Shinigami, vem para o nosso mundo e “perde” um Death Note. Raito o encontra e, curioso, lê o “how to use”. Cético, faz alguns testes, que comprovam a eficácia do caderno, e a partir daí, passa a matar sistematicamente criminosos de todos os gêneros. A polícia não fica inerte, e com a ajuda de L, o maior detetive do mundo, começa uma caçada a Kira, pronúncia comum dos japoneses para “Killer”, palavra inglesa que significa “assassino”, e apelido dado ao assassino misterioso.

Boa parte do anime gira em torno não da limpeza moral que Raito faz no mundo, mas sim no jogo de gato e rato que ele e L proporcionam. A coisa fica ainda mais interessante pelo fato do pai de Raito comandar as investigações, detalhe este que, somado a outros paralelos, levam o jovem assassino a ajudar nas investigações.

L e Raito.

Há algumas partes meio forçadas, mas no geral o anime é muito instigante. O mais legal é tentar prever os movimentos e as táticas de ambos. Só que isso é meio impossível. De duas, uma: ou meu raciocínio é medíocre, ou os de L e Raito estão além da compreensão humana.

Raito, depois de fazer uma grande carnificina, argumenta que, graças à sua ação, as guerras acabaram, e a quantidade de crimes foi reduzida a praticamente zero. Nada serve de argumento para os policiais, mas pelo menos coloca em xeque a postura das autoridades. Afinal, os fins não justificam os meios? Senti falta de uma abordagem mais filosófica neste sentido. É um debate delicadíssimo e, por isso mesmo, renderia um material muito complexo e interessante, desde que o assunto fosse conduzido com o mesmo esmero que o restante do anime.

Em suma, apesar dos pesares, é um desenho muito legal. O desenrolar da trama é bem conduzido, e a opinião do telespectador em relação a Raito é bem variável. Bom enredo, animação belíssima do estúdio Madhouse, trilha sonora da melhor qualidade, mesclando música erudita com rock pesado. Excelente anime, enfim.

***

PS1: Death Note na Wikipédia inglesa traz muitas informações, sobre o mangá, anime e filme. Só assisti o anime até agora, mas o longa-metragem já está a caminho. Não tenho nenhuma base para essa suposição, mas acho que me decepcionarei com a versão “em carne e osso”…

PS2: Pesquisando imagens para ilustrar este post, descobri que existia uma versão online do Death Note! Parece que o site fechou, e hoje pede doações para voltar à ativa. Alguém se habilita a fazer doações?

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