O cinema japonês é irrelevante. Quer gostem, ou não, até hoje não me lembro de algum blockbuster vindo das terras nipônicas. Normal, afinal, não dá para ser bom em tudo. Salvo produções obscuras, e os longas de animes, é difÃcil encontrar produções japonesas no ocidente, especialmente no Brasil.
Mas a Internet (ah, a Internet!) encurta distâncias, contribui para a globalização cultural, e deixa ao alcance de qualquer ser na face da Terra pérolas como The Machine Girl, ou Kataude mashin gâru no original, filme gore que é sensação no mundo underground. Nunca ouviu falar da menina-máquina? Vamos a um breve resumo, então, extraÃdo do doentemente legal Nipofilia:
Escrito e dirigido por Noboru Iguchi, The Machine Girl narra a saga de uma colegial em busca de vingança pela morte de seu irmão nas mãos da Yakusa. Além da amputação de seu braço esquerdo.
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Estou fazendo malabarismos, com êxito, para manter os blogs, em especial o WinAjuda, atualizados, e conciliar essa atividade com a faculdade e o novo estágio, que comecei semana passada, num escritório de advocacia.
O estágio é, para mim, a prova derradeira acerca do meu futuro no mundo jurÃdico. De todas as carreiras possÃveis que o curso de Direito oferece, a advocacia é a que mais me seduz, tanto pelas celeumas de alto nÃvel que propicia, quanto pelo uso intensivo e decisivo da escrita, que, por sinal, gosto muito. Como na prática a teoria é outra, um estágio fazia-se necessário para eu concluir se é nisso mesmo que quero investir, ou se o diploma do curso ficará pendurado na parede, como tantas vezes já disse, em tom jocoso, por aqui.
Fazer petições, protocolá-las, atender clientes, pesquisar… É basicamente isso o que faço, todas as tardes. Ao contrário das duas malfadadas oportunidades que tive quando ainda estava no primeiro ano da graduação, desta vez sou, de fato, um estagiário, e não um office boy baixo-custo. O trabalho é mais puxado, mas pelo menos é algo que, encarnando um advogado, eu faria (ou farei, espero). Não dá para ter a medida exata da responsabilidade que é postular em nome de outras pessoas, que confiam e dependem de você, mas pelo menos as experiências circunstanciais, como as que citei no inÃcio do parágrafo, são passÃveis de serem realizadas, e extremamente válidas.
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Nasci em 1986, quatro anos antes da promulgação da Lei nº 8.078/90, o popular Código de Defesa do Consumidor. Cresci junto com ele, e graças a isso, poucas foram as frustrações que tive decorrentes de problemas no comércio. As poucas, aliás, aconteceram graças à minha vergonha e/ou preguiça de correr atrás do prejuÃzo e fazer valer meus direitos, situações estas que já há algum tempo venho evitando.
Quando algum fornecedor comete algum ato negativo, comento aqui e omito o nome da empresa, por motivos éticos e também para evitar dores de cabeça posteriores - a liberdade que qualquer um tem de acessar a Justiça à s vezes traz dores de cabeça dispensáveis. Foi assim com a história do notebook da loja virtual, e será sempre. Só que, quando a experiência é boa, ainda que decorrente de uma saia justa, vale a pena citar a “culpada”. Como farei agora.
Semana passada, uma amiga da faculdade trouxe um folder de um restaurante, o Krigol’s. Pelo que ela disse, trata-se de uma rede de lojas, sem estabelecimento fÃsico, que faz entrega de refeições. Eu, como bom estudante gordo que raramente cozinha, fiquei interessado, e no dia seguinte liguei e pedi uma, para conferir. Aprovei. A comida vem numa bandeja com divisórias, e além desta, no pacote estão inclusos a salada, uma bebida (suco) e uma sobremesa, que naquela ocasião era uma banana. Garfo e faca de plástico fecham o box, e permitem a qualquer um comer até dizer chega sem sujar nada da casa (já lavou louça no frio? Então…). Terminou, junta tudo na caixinha, e leva no container na frente do prédio.
Empolgado com a experiência, ontem liguei lá e pedi duas refeições, uma para mim, e outra para a Heri. Era 11h40min, e a atendente disse-me que o pedido seria entregue 12h30min. Ok. Mas aà chegou 12h30min, e nada. Achei estranho, pois na vez passada, o entregador havia sido extremamente pontual. 12h45min, nada ainda, resolvo ligar lá. Segundo a moça, o clima acarretou muitos pedidos, e eles estavam com dificuldades para entregar todos. Somando a isso o fato de que aparentemente meu bairro fica bem longe da sede deles, e não haver muitos clientes nessas bandas (o cara me conhecia só de eu citar a rua onde moro), algo compreensÃvel.
O tempo realmente estava ruim. Mais tarde, lá pelas 16h, fui no centro fazer algumas coisas para minha mãe, e fiquei espantado com a forte neblina:

13h, e nada ainda. A Heri, que tinha compromisso logo mais, foi embora, de estômago vazio, e indignada - com razão. Quando foi 13h15min, liguei novamente, disposto a cancelar o pedido e nunca mais fazer outro. Desta vez, me passaram para o proprietário da filial de Maringá, que explicou a situação. Além da sobrecarga de pedidos, o motoboy responsável pela minha região havia se envolvido num acidente, o que atrasou ainda mais todas as coisas. Eu entendi a situação, mas minha barriga não. Porém, antes de efetuar o cancelamento, o proprietário me garantiu que a refeição chegaria rapidamente.
E chegou. Ele mesmo trouxe, de carro. Só uma, já que a segunda eu havia cancelado. Pediu mil desculpas, e não cobrou a refeição. A deixou como cortesia.
Ontem à tarde, quando encontrei a Heri, ela me perguntou sobre o desfecho da história, enquanto xingava a Krigol’s. Após relatar o que aconteceu, foi notória a mudança de opinião dela. Isso demonstra que o respeito ao cliente é mais importante do que qualquer coisa no comércio, inclusive o lucro. Se o cara tivesse feito eu esperar um outro motoboy, e/ou me cobrado a refeição, dificilmente voltaria a pedir comida lá, por melhor que ela fosse. Já com essas duas ações, ele ganhou nossa confiança e fidelidade.
A marmita, aliás, veio no capricho: arroz, feijão, mandioca cozida, carne de porco e um kibe; salada farta; suco de laranja; e um doce de abóbora (fazia tanto tempo que não comia isso
). Vejam:


