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Paradinha é o caramba!

Sempre ouvi Galvão gritando “pênalti é loteria!” em finais decididas nos pênaltis, e em cobranças decisivas durante os jogos. Embora técnica conte bastante, havia um quê de verdade no bordão do caricato narrador Global. Afinal, às vezes, por melhor que o artilheiro batesse uma penalidade, um pulo certeiro do goleiro era suficiente para buscar a bola no ângulo. Residia aí a loteria bradada por Galvão, e em grande parte, a graça e a expectativa de tirar o fôlego que esse lance do futebol causava.

Dizem que Pelé é o pai dessa praga. Se foi ou não, não sei; sei que, hoje, a tal paradinha, uma das coisas mais desleais do futebol, virou isso, uma praga. Se antes cobranças “em dois tempos” eram raras, hoje é o contrário. É raro encontrar um jogador que bata o pênalti sem frescura, direto, como todo bom e emocionante pênalti deve ser.

É desleal porque tira não só a magia da loteria, mas também porque acaba com quaisquer chances do goleiro agarrar a bola. É como se o batedor utilizasse um cheat, que lhe permita saber, com antecedência, em qual canto o goleiro pulará. Pensando bem, não é “como se”, é isso que acontece de fato – dá uma olhada no vídeo acima.

Questões éticas à parte, a paradinha é feia. O telespectador, o torcedor, espera um chute seco, bem colocado ou com força, bem batido a ponto de não dar chances ao goleiro, ainda que ele pule no canto certo. Essa disputa desleal entre craque e goleiro fica desnivelada. Teria graça assistir a uma luta entre eu e o Myke Tyson? Não.

O pior mesmo é saber que a paradinha é permitida. Sérgio Corrêa, presidente da Comissão Nacional de Arbitragem, disse o seguinte:

O ato de fintar é permitido pela regra. Está nas diretrizes para árbitros, os jogadores têm direito de fazer isso. O jogador só não pode passar o pé sobre a bola. Nós não inventamos [regra], nós não criamos. Além disso, o goleiro tem o direito de dar um passo para impulso, mas também não pode exagerar.

Estou longe de ser um especialista em futebol e regras, mas até onde compreendo, discordo dessa analogia à finta. Finta ocorre com a bola rolando, o que não é o caso do pênalti. Ora, o jogador já tem a vantagem de estar a poucos metros do gol, sem barreira, precisa de mais o quê? Só falta tirarem o goleiro de baixo da baliza.

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Vale a pena ler o desabafo do Emerson, de quase um ano, sobre essa aberração da paradinha. Comungo com ele a impressão de que paradinha é coisa de brasileiro. Gostaria muito de ver a interpretação de um juiz europeu sobre as tais paradinhas tupiniquins…

Windows 7 RC, aniversário do Noroestão e outros pensamentos soltos

Tomara que a Microsoft não solte outro Release Candidate antes da versão final do Windows 7. Tive acesso à versão em português do Brasil na quinta-feira à noite, e desde então, escrevi alguns textos no WinAjuda, o que chamou a atenção. Muita coisa boa aconteceu desde então, mas não posso negar que a estafa está grande. Muita coisa pra gerenciar, muitas pautas pendentes, muito a fazer. Eu sei, eu sei: tenho que começar pelas mais simples, quebrar as tarefas em outras menores, e assim, dar cabo delas. Até sexta eu saio desse lamaçal.

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Segunda-feira, o Noroestão completou um ano de vida. Para comemorar, um novo layout e outras novidades que prometem muito. O blog teve um começo despretensioso, mas hoje ocupa um lugar de destaque na sociedade paranavaiense, em grande parte graças aos esforços do Carlos “KK” Scarabelli, colaborador mais ativo do blog. Sei que não é muita coisa, mas sinto orgulho em fazer parte disso.

Ontem, eu, Leitaum e KK fomos comemorar o aniversário do Noroestão numa lanchonete. Quando estávamos pagando a conta, uma senhora apareceu no local desesperada, pedindo ajuda porque seu filho estava passando mal. Levamos ela e o garoto ao pronto atendimento, e lá ele recebeu os primeiros socorros. Não sei se tem alguma relação, e nem sou de acreditar nessa coisa de destino, mas isso soou como um “vejam só, vocês estão no caminho certo. Continuem assim, ajudando as pessoas”. Continuaremos, sim.

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Na noite de sábado para domingo, sonhei, ou melhor, tive um pesadelo no qual perdia um monte de dentes. Eles iam caindo um após o outro, e o pesadelo era tão vívido que quase podia sentir os dentes desgrudando da minha gengiva e rolando dentro da boca. Minha irmã diz que tem esse tipo de pesadelo vez ou outra, e que tem algum significado que eu não lembro qual é. Mas pouco importa. A única coisa que importa foi ter acordado e, assustado e respirando rápido, certificar-me de que, felizmente, todos os meus dentes estavam no lugar.

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Nada a acrescentar:

Vi no Slonik.

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Dia 17 é a primeira fase do Exame da OAB. Fiz minha inscrição, tudo bonitinho, agora tenho duas semanas para tentar estudar. Ler um livro, resumo, essas medidas desesperadas de última hora.

Hoje, fui ao escritório buscar o resto das minhas coisas que ainda estavam lá. Muitos livros de romance, ficção, fantasia, alguns jogos, um monte de bugigangas de computador, e dois ou três livros de Direito. Eu sou uma piada.

Ganhar para viver ou viver para ganhar?

Quando a gente ultrapassa a barreira dos vinte, questões maiores começam a fazer parte do cotidiano. Creio que a maior delas, especialmente para recém-formados, seja a famigerada “o que eu vou fazer?”. E essa, por sua vez, na verdade quer dizer “como vou ganhar um valor ‘x’ para me sustentar sozinho, sem depender dos meus pais?”.

Ok, talvez não seja um dilema geral, mas é um que eu, e muitos, passam. A coisa fica ainda mais delicada quando questões externas entram na jogada. No meu caso, especificamente, travo uma luta diária há mais de cinco anos contra o Direito, curso que escolhi e, aos trancos e barrancos, concluí ano passado. É algo como comer… sei lá… gengibre: todos dizem que é muito bom, mas não desce, por mais bem intencionado que eu esteja.

Somado a esse problema, eu tenho meus blogs. Nunca passei pela experiência, mas pelo que já li e ouvi, e pela conjuntura dos fatos, os blogs devem ser como amantes intrusas numa relação monogâmica estranha (com o Direito). É indubitável, pelo menos na minha ótica e dentro das minhas expectativas, que uma união com a pessoa certa seja o suprassumo da felicidade. Mas dentro de uma relação morna, como a que tenho com o Direito, as amantes, ou os blogs, entram como aquele capetinha do subconsciente no ombro, tentando para algo mais prazeroso, embora totalmente incerto.

Hoje os blogs me dão algum retorno, e uma expectativa de melhoras. Talvez essa expectativa fique só nisso mesmo, como o cara que promete eternamente à amante que largará a mulher para ficar com ela. Talvez não. Hoje, é o suficiente; para me sustentar sozinho, não.

Ou melhor, eu acho que não. É difícil colocar na balança duas coisas tão distintas: bem estar e segurança financeira. E mais ainda quando a tal segurança financeira, prometida pelo Direito, é tão… incerta. Mas o ponto não é este. O ponto é: até onde vale se sacrificar num emprego broxante por conta de um bom salário?

Uns dizem que o ideal é trabalhar  no que se gosta, outros, que na vida temos que fazer coisas que não são do nosso agrado. Há verdade em ambas as afirmações, mas qual tem mais peso?

O Alex Castro fez um belo (e motivador) texto sobre a primeira opção. Afinal, dinheiro não é tão importante assim. O ponto de vista dele, praticamente um estilo de vida, é bem peculiar e exótico para o padrão que tudo à nossa volta insiste em empurrar como o ideal. Outro ponto delicado, mais uma minhoca na cabeça para matar.

Às vezes o diabinho do meu ombro ganha força, n’outras, a dona Justiça se revela um pouco simpática, até. Nesse momento, ambos convivem bem. Até quando, não sei.

Lecionar

Desde semana passada estou lecionando. Inglês. Sempre tive vontade de dar aulas, e isso se reflete, desde 2002, em sites de cunho informativo/educacional, como o WinAjuda. Tudo bem que aprender a otimizar o Firefox não é exatamente o tipo de coisa que se aprende na escola, mas não deixa de ser uma espécie de conhecimento, transmitido, compartilhado.

Minha primeira experiência do outro lado da sala de aula, ou seja, de costas para o quadro negro (que, lá, é transparente, mas enfim) foi boa. Algum nervosismo, muita ansiedade e um pouco de receio de não atender as expectativas. Apesar desses temores, as duas horas de aula fluíram bem. Como tudo na vida, de se declarar à moça que ama a defender uma monografia, o começo foi a parte mais difícil. Depois que se habitua com o controle, direciona os alunos e tudo mais que a posição de professor pede, a coisa como um todo fica natural. Especialmente quando a turma é boa, participativa e interessada – felizmente, características comuns a todas que lecionei.

Direito, informática, agora inglês… Por enquanto estou conseguindo lidar com tudo isso. A iniciativa de lecionar vai além do dinheiro – que, nesse caso, é o de menos. Como disse acima, era uma vontade latente há anos, e que finalmente tornou-se realidade.

A dura verdade (ou: eu desaprendi a fazer temas)

Não costumo guardar na memória trechos, palavras, frases de pessoas famosas (ou não). Dentre as poucas que conseguiram fixar-se em minha cabeça, estão o mantra dos tímidos proferido por Shakespeare (“Nossas dúvidas são traidoras, e nos fazem perder o que, com frequência, poderíamos ganhar, por simples medo de arriscar”), e, embora não integralmente, apenas a ideia, uma passagem do blog 1001 Gatos de Schrödinger. Neste post, no segundo parágrafo, o autor fala sobre a boa péssima e velha indecisão que nos acomete quando crescemos, e busca um lado mais obscuro, aquele que diz, sem meias palavras, que você não é bom em tudo que pensa que é.

Lembro que, quando li isso, há pouco mais de dois anos (segundo a data do post), senti meio que um baque. Minhas desconfianças estavam certas: não dá para ser bom em tudo. Só alcançaram isso grandes nomes da humanidade, há muito tempo, quando especialidades e especifidades não eram necessárias para o sucesso profissional e, consequentemente, pessoal. Da Vinci, Galileu, Pitágoras… O que eles eram? Físicos, matemáticos, artistas, astrônomos, tudo junto. E, apesar dessa multiplicidade disciplinar, eles era  bons, tanto que marcaram seus nomes na história da humanidade em diversos campos do conhecimento.

Mas voltemos ao chão. Ontem enveredei numa tentativa frustrada de atualizar o tema do WinAjuda. Quando coloco uma coisa na cabeça, especialmente o que é, de certa maneira, palpável, alcançável, não sossego enquanto não dou cabo daquilo – e entenda “dar cabo” concluir com sucesso o trabalho proposto ou incidir no fracasso absoluto. Ontem foi um caso de fracasso absoluto. Botei na cabeça de utilizar um framework, o WP-Framework, para construir o tema, e acabei levando na cabeça, já que não consegui lidar muito bem com o tal framework, que, ironia das mais sutis, promete facilitar a vida do designer.

Isso me fez perceber o quanto de tempo que perco com essas coisas. E o que é pior, para chegar num resultado que, embora seja digerível, fica aquém das minhas expectativas. Ainda ontem, no começo da noite, estava certo de substituir todos os temas dos meus blogs pelo Kubrick, o padrão do WordPress. Alguns amigos, após eu consultá-los, me impediram de cometer esse sacrilégio, e a eles sou agradecido :-) .

Hoje, menos irritado com o Epic FAIL de ontem (anunciar um tema e depois tirá-lo do ar, haha!), lembrei do Elegant Themes, um serviço de temas premium acessíveis mediante assinatura que conheci através do BloggersUnited – onde pretendo escrever esporadicamente. Hoje pela manhã assinei o serviço, e voilà: o blog pessoal está de cara nova. Há temas muito legais lá, os quais pretendo utilizar nos meus outros blogs.

Minha ideia inicial era padronizar o visual de todos os meus blogs com o maldito WP-Framework. Claro que deu errado, já que o tema que serviria de base, o do WinAjuda, male má se mantém do jeito que está – não quero imaginar como seriam intervenções nele no sentido de modificá-lo quase que totalmente. Assim, decidi acatar a sugestão do Cosme, e vou, aos poucos, mudar os temas dos blogs. Como sempre foi, aliás.

Um dia e meio perdido depois, agora voltarei aos estudos para o temido Exame da OAB. Ontem o Danyllo ficou sabendo que foi aprovado. Parabéns! Boas notícias como essa me inspiram a continuar forte nos estudos. Afinal, como designer, sou um bom (?) estudante.

Futebol de botão cansa – mas é muito divertido!

Atire o primeiro jogador o homem que, quando criança, nunca jogou futebol de botão. O jogo, criado pelo brasileiro Geraldo Décourt em 1930, é uma simulação do futebol tradicional, jogada numa mesa (em tese), com botões estilizados representando os jogadores, uma bola parecida com a do hockey no gelo, e dois gols.

Quando eu era menor, futebol de botão era febre em todo lugar. Com a falta de um campo de verdade, jogávamos quase sempre no chão mesmo, nos quintais das casas que eram ladrilhados. Naquela época eu não via o tempo passar, e meu corpo não reclamava.

Domingo passado, num almoço de família junto com o aniversário de uma priminha, dei um jogo de futebol de botão para ela (que, só pra constar, gosta de futebol). Foi a chance de reviver as glórias (?) do passado! Eu só não sabia que esse revival me custaria litros de suor e dores terríveis nas pernas no dia seguinte. O tempo, definitivamente, é implacável…

Eu, sobrando no futebol de botão.

Eu, sobrando no futebol de botão.

Foram quatro partidas, uma contra meu eterno rival de antigamente e primo, não por acaso a mais difícil – a vitória só veio no final, por 3×2. Contra minha prima, cuja cabeça aparece na foto acima, foram duas vitórias, uma de 5×1, e outra de 1×0. A diferença nos placares se devem ao fato de que, na primeira, não fora estipulado tempo, ao passo que na segunda havia um limite de 10 minutos. O último jogo foi contra o namorado de outra prima, o qual venci por 2×1.

Como dito, meu corpo não aguentou bem a sucessão de jogos, e o levanta, agacha, vira de lá, vira de cá, resultaram em dores na parte de trás das minhas coxas. No dia, após a jogatinha, estava suando bicas, tanto que precisei tomar banho para ficar dentre os familiares sem causar a repulsa alheia.

Essa experiência nostálgica me levou a duas constatações:

  1. Futebol de botão é MUITO legal; e
  2. Preciso voltar a fazer exercícios físicos, urgentemente.

Aguardo, desde já, ansiosamente a próxima reunião familiar, para ter algumas revanches e encarar novos adversários no futebol de botão.

Férias

Acordei um pouco tarde hoje, porque fiquei até quase uma da manhã assistindo The Big Bang Theory, e com isso, cheguei um tiquinho atrasado no escritório, perto das 9h. Estranhei o pouco movimento na cidade, e mais ainda, encontrar muitas lojas fechadas. A farmácia era exceção, e confiei nela para crer na normalidade do dia de hoje.

Como ainda estou me adaptando a horários, costumes e convenções paranavaienses, tentando me desvencilhar das maringaenses, imaginei, em minha vã ignorância, que o comércio daqui, tal qual o de lá, abria às 9h. “Algumas lojas atrasadas, mas acontece, né?”, pensei com meus botões. E o mesmo deu-se ao entrar no prédio, e ver todas as salas fechadas. Claro que havia uma exceção, sempre ela, que me fez acreditar que, sim, hoje era um dia comum: pessoas trabalhando ativamente num escritório que está de mudança para cá.

Perto do meio-dia, na hora de voltar para casa, o que vejo ao sair do prédio? Na realidade, eu não vi foi nada. Ruas vazias, e apenas meu carro numa rua onde, normalmente, faltam vagas. Só aí caiu a ficha de que hoje é feriado em Paranavaí, por conta do dia de São Sebastião, padroeiro da cidade.

Ainda estou “bioando”, tal qual estava mais cedo em relação ao feriado municipal, com a idéia de tirar férias. Não que não queira, mas é que parecia que ia demorar mais. Mas não. Hoje à noite saio, com destino ao litoral catarinense (e tomara que não chova), onde ficarei alguns dias.

Acho que consegui organizar tudo para que minha ausência afete o menos possível os sites que mantenho, em especial o WinAjuda e o Campo Minado, os que demandam atualizações freqüentes. Nos demais? Eles sobreviverão por uma semana.

No mundo físico, já abarrotei o celular de podcasts, separei uma pilha de livros pendentes, e separei camisetas e calções de banho. Em suma, tudo pronto. Ao contrário do que fiz ano passado, não levarei o notebook dessa vez. Apenas o celular e o teclado Bluetooth. E, com eles e apenas eles, tentarei atualizar Twitter e Tumblr, esse último minha mais recente e incondicional paixão – e, se você gosta deste blog, recomendo visitá-lo e acompanhá-lo também. Só por diversão, sem obrigação. Se não der, tudo bem.

Não demoro muito. Prometo voltar com mais gás, histórias e críticas de livros na bagagem. Até mais ver!