(Cheguei no escritório, e o que vejo no meu pé? Um chiclete, grudado, nojento. Só não mais nojento que o porco que o jogou no chão, mas enfim.)
Ontem fomos no Leitaum, eu, a Heri, a irmã e o primo dela, para jogar! Não baralho, nem Banco Imobiliário (que agora virou Monopoly aqui também, né?), mas sim PC. Jogos para PC. Não sou o que pode se chamar de heavy gamer quando o assunto é multiplayer. Encaro jogos, especialmente os de tiro e/ou com enredo, algo similar à leitura de um livro, ou à exibição de um filme: uma experiência particular. Por isso, à exceção de jogos feitos exclusivamente para se jogar online, como Team Fortress 2 e Unreal Tournament (que jogamos ontem), jogo sozinho, obrigado.
Mas ontem, não. A idéia era justamente jogar um contra o outro, UT e Quake III Arena. Um Sempron ruim, um Pentium III de cartucho, um Toshiba que se recusava a ascender à rede sem fio, um Dell Vostro 1000 velho de guerra e um Inspiron 1525 super bem cuidado. Esse era nosso time, e se eu disser que a única placa de vídeo offboard era uma GeForce FX5200, entende-se o porquê da escolha dos jogos acima mencionados, né?
Mas não importa. Abastecidos com salgadinhos variados e Coca-Cola, num quarto apertado para sete pessoas, porém refrigerado, e sem ver a luz do sol durante cinco horas ininterruptas, foi uma experiência deveras divertida. Não só pelos jogos em si, excelentes, apesar da idade, ao o fim para o qual foram concebidos, mas também pela nostalgia. Lembrei os primórdios da Internet em minha vida, quando tentávamos jogar esses mesmos jogos online, com modens de 56 kbps, usando um servidor do provedor local, de nossa cidade. Pings altos, mas quem se importava? Estávamos jogando online, mano!
Espero repetir a dose mais vezes daqui pra frente.