Archive for the ‘Eu e as mulheres’ Category

Teoria das relações interpessoais

Monday, December 5th, 2005

Já reparou que a atenção que os homens dispensam às mulheres, quando ambos são desconhecidos, é proporcional ao tamanho dos seios ou das nádegas dela? E já reparou também que, neste caso, a recíproca não é verdadeira, cabendo aí até mesmo um paradoxo, já que, não raras vezes, as tais mulheres que esbanjam belas formas dispensam mais atenção a caras deprovidos de beleza e, quase que invariavelmente, de cérebro? Este mundo é muito cruel em se tratando de relações interpessoais. Vale, e muito, aquele ditado que diz “quem não arrisca, não petisca”. As chances de tomar um “não” num princípio de conversa com uma mulher desconhecida são grandes, o que intimida até o mais corajoso dos homens. Essa intimidação varia, está calcada numa escala que acompanha a beleza da fêmea; está condicionado ao grau de intimidação, também, o nível de timidez do sujeito que se propõe a tentar algo com uma homo sapiens de saias. Sem mais delongas, o simples ato de conhecer alguém do sexo oposto está relacionado a tanta coisa, mas tanta coisa, que, ao contrário do que possa parecer, torna-se algo deveras complicado, um verdadeiro desafio a ser vencido, um trabalho de Hércules!

Ou…

Vai ver o problema é só comigo mesmo.

Do que as mulheres gostam

Tuesday, October 4th, 2005

Já disse certa vez uma amiga, que mulher gosta de cara com “pegada”, “atitude”. Seja lá o que for isso, sei que sou desprovido de tais qualidades (se é que são qualidades). Na verdade, eu tenho uma estranha mania, que por vezes chega a parecer obsessão, de sempre querer ser cordial e bom com as mulheres. Muitos podem dizer que isso é ótimo; tremendo engano. Mulher gosta de cara safado, “marrento”.

Tá, menos, mas ainda assim, mulher não gosta de cara que só anda de carro com cinto de segurança, não gosta de cara que não mata aula, não gosta de cara que não bebe, não gosta de cara que não sabe dançar, não gosta de cara que não faz gracinha no volante, não gosta de cara discreto, não gosta de cara tímido, não gosta de cara que não seja um exibido pau-de-bosta, não gosta de cara que detesta “balada”, não gosta de cara que prefere um cineminha à uma danceteria, não gosta de cara certinho.

Enfim, as mulheres não gostam de mim. O que é uma pena, diga-se de passagem, já que eu gosto, e muito, delas.

Eu e as mulheres

Thursday, September 22nd, 2005

Quando eu era mais jovem, tinha lá meus quinze, dezesseis anos, acreditava que para fazer sucesso com as mulheres, era pura e simples questão de tempo. Maioridade, habilitação e carro da mamãe na mão seriam pré-requisitos infalíveis para me esbaldar com o sexo oposto. Doce ilusão…

Hoje, tendo os outrora tão desejados dezoito anos e pré-requisitos infalíveis à minha disposição, a coisa continua na mesma, ainda sou um fracasso com as mulheres. Calejado no assunto, deveria saber que este meu pensamento atual de que só existe mulher cabeça e gostosa com mais de vinte e dois anos, que, aliás, nutre uma esperança de algum dia vir a ser um quase Dom Juan, é mais um devaneio que será desmitificado daqui a alguns anos. Impiedosa realidade…


Lifestream