As novas versões dos carros da Volkswagen do Brasil são… horríveis. Essas lanternas traseiras com arcos prateados que, segundo a VW, lembram “olhos humanos”, é deprimente. Tinha ficado legal na SpaceFox, mas daí a estender a novidade para TODOS os carros, é forçar amizade. Além disso, os nossos Volks são diferentes dos europeus. Já viram o Golf de lá? Dá um banho no nacional, tanto em design, quanto em desempenho.
A Chevrolet vai pelo mesmo caminho, mas pelo menos não peca quando o assunto é design. A última investida da montadora é o Vectra GT, uma versão hatch e mais esportiva. Acredite ou não, na Europa este é o Astra. Claro que a semelhança pára no visual, já que por dentro, o motor usado é o mesmo de sempre. O carro sequer foi lançado ainda, mas já ganhou um carinhoso apelido: Vectra Grande Trouxa.
Enquanto isso, a Honda dá o exemplo, mantendo carros belíssimos (em todos os aspectos), idênticos aos fabricados no Japão. A Fiat, por sua vez, está trazendo para cá o Grande Punto, igual ao europeu, incluindo a tecnologia Blue&Me.
Usabilidade, usabilidade, usabilidade… Essa é uma das palavras mais em voga atualmente. E qualquer um que assimile sua importância concorda que ela é, de fato, importante. Afinal, usabilidade se aplica em tudo, e sempre melhora nossa vida, ainda que seja apenas um pouquinho.
Hoje me deparei com uma situação dessas. Uso um celular pré-pago (ainda é aquela… “coisa”), e minha operadora é a TIM. Quase sempre compro créditos na papelaria da esquina, e quase sempre me enrolava com o código numérico que habilitava os novos créditos na minha conta. Isso porque os números vinham todos amontoados, e nessa sopa de números, era fácil se perder. Era mais ou menos assim:
1234123412341234
Hoje fui carregar meu celular, e tive uma grande surpresa! A TIM (ou a máquina da papelaria, vai saber…) fez uma alteração pequena, mas com um resultado grandioso. A mágica? Separou o “númerosão” em quatro blocos. Ficou assim:
1234 1234 1234 1234
Este é um exemplo de usabilidade. Algo trivial, bobo até, mas que melhora a experiência do consumidor, e faz com que a empresa suba alguns pontinhos no conceito dele.
Só resta descobrir quem merece os créditos pela mudança: a TIM, ou a papelaria…
Não, este post, apesar do título, não é de cunho homossexual. Quando digo que Sonic e Mario estarão juntos pela primeira vez, me refiro aos vídeo games: trata-se do jogo Sonic & Mario at the Olympic Games. “Mas por que tanta especulação em torno de um jogo para crianças?”, pode perguntar alguém. A resposta é simples: porque trata-se da união de dois rivais de longa data, algo impensável cerca de dez anos atrás.
No final da década de oitenta, início da de noventa, os vídeo games eram quase monocromáticos, os jogos eram bobos, os gráficos, pífios. Naquela época, duas empresas dominavam o mercado: Nintendo e Sega. Era uma guerra saudável, mas acirrada, algo como Brasil e Argentina, Estados Unidos e URSS, ou Windows e Linux.
Neste cenário, a briga de consoles (vídeo games) era representada pelos mascotes de cada um deles. Do lado da Sega, o porco-espinho mais rápido do mundo, Sonic; do lado da Nintendo, o encanador italiano Mario.
Cada franquia trouxe ao mundo jogos memoráveis, no estilo plataforma (os comumente conhecidos “jogos de fase”), com personagens e universos próprios. No auge da disputa, ali por volta de 1992, era realmente difícil dizer quem tinha vantagem. Ambos contavam com legiões de fãs ferozes, talvez mais até que os linuxers xiitas, e falar mal de seus personagens favoritos, em casos freqüentes, era o mesmo que xingar a mãe do pobre mancebo viciado.
Com o passar do tempo, Mario e Nintendo passaram à dianteira da disputa. Em boa parte por incompetência da Sega, que, no geral, oscilava muito entre lançamentos bacanas e verdadeiras bombas carregando a marca Sonic, especialmente na era dos vídeo games 32 bits, cujo representante da empresa era o malfadado Saturn. Já a Nintendo teve um tratamento diferente com Mario, sempre lançando versões bem recebidas por crítica e público, como Super Maio 64, a infinita série Mario Party, Super Mario Sunshine, e muitos outros, conseguindo, assim, manter a peteca no ar.
Com o falecimento da Sega como fabricante de vídeo games, esta passou apenas a fabricar games para outras plataformas, inclusive para a Nintendo. E aí, meu amigo, era questão de tempo para que esses dois ícones do entretenimento virtual unissem suas forças.
O tema não é muito legal (alguém já viu um jogo baseado em Olimpíadas bacana?), mas só o fato dos dois estarem ali, já destaca o título dos demais do gênero. Ah sim, ele será lançado para Wii, o vídeo game revolucionário da Nintendo, o que pode mudar a resposta da pergunta feita no início deste parágrafo. No maior estilo “blockbuster hollywoodiano”, liberaram o primeiro trailer do jogo. Confira (vi aqui):
Traduzindo: “Dois grandes heróis, competindo pela primeira vez na mesma arena, no maior evento esportivo do mundo. Mario e Sonic nos Jogos Olímpicos. No Natal de 2007″.
Coisa estranha: como o Mario consegue acompanhar o Sonic numa corrida?
Conclusão disso tudo: mais do que nunca, eu quero muito um Wii…