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Professor italiano é retirado da sala de aula pela Polícia Federal

26 Mar

Um professor italiano de um curso de Direito de uma instituição de ensino superior de Maringá foi levado, na manhã desta segunda-feira (24), à Delegacia de Polícia Federal (PF) e notificado a deixar o País por estar em situação considerada irregular de permanência no Brasil

(…)

O italiano, que fala português, afirma que aguarda a finalização de um processo no Ministério do Trabalho para a retirada de um visto de trabalho. Ele disse que vai voltar a Roma em uma semana, como foi notificado pela PF, e que vai retornar ao Brasil com a autorização para trabalhar.

A matéria na íntegra pode ser conferida no site d’O Diário (registro gratuito necessário).

A intervenção da Polícia Federal aconteceu na minha sala, segunda-feira, durante a aula do professor italiano, de Direito Internacional. Na metade da aula, um senhor aparentando ser um aluno entrou, e ficou ali por algum tempo. Faltando uns vinte minutos para sermos liberados, o coordenador de ensino chamou o professor na porta, e em seguida uma mulher da Polícia Federal entrou, explicou a situação, e saiu acompanhada do professor e outras pessoas que não consegui identificar.

A sala ficou, assim… sem palavras para a ação praticamente cinematográfica. Alguns, que não simpatizam com a metodologia do professor, comemoraram; outros, e eu me incluo neste grupo, ficaram um tanto quanto indignados com o modus operandi da PF, que o expôs a uma situação constrangedora. Parece-me que o flagrante era necessário (e aqui entra o tiozão aluno), e por este motivo a ação não poderia proceder de outra forma.

Corre nos bastidores o rumor de que tudo isso seria fruto de uma denúncia anônima, de algum aluno insatisfeito. Numa conversa que tive com o prof.º semanas antes, quando perguntei a ele sobre o relacionamento com as turmas, o mesmo me disse que estava tendo alguns problemas com uma das duas turmas noturnas. Nada foi confirmado; como dito, são só boatos.

A instituição de ensino, Faculdades Maringá, até o momento não se manifestou. Hoje o coordenador do curso de Direito foi na minha sala convidar os alunos para um congresso de Filosofia do Direito (’té parece), e quando questionado pelos alunos sobre a situação do professor, limitou-se a dizer, de maneira um tanto quanto seca, que na próxima sexta teremos aula com outro professor, e que o italiano voltará à Itália a fim de regularizar sua situação.

Tropa de Elite

22 Out

Sexta, quando saí da sessão das 19h45min, e a Heri fez a pergunta-padrão do momento (“e aí, o que achou?”), não consegui responder. Tentarei agora.

Tecnicamente, Tropa de Elite é muito bom. Mas como certamente este ponto de vista não é o mais importante em se tratando de uma discussão acerca do filme, passo-o.

Não fiquei chocado, não fiquei extasiado, não fiquei deslumbrado com o Capitão Nascimento e sua trupe. Nada disso. Fiquei deprimido. Ou melhor, apreensivo. Preocupado. Enfim, com esses sentimentos incertos e, em determinados casos, como este, sem muita justificativa. Durante a exibição do filme, tentei entender o que leva jovens da classe média às drogas; pensei também em qual o futuro do menino que dedura o “fogueteiro”; no sangue frio, tanto dos bandidos (especialmente destes), quanto dos mocinhos; e também em como pessoas, seres humanos, conseguem ser coniventes com uma realidade tão… nojenta e repugnante como aquela. Favela, corrupção, nojeira, a podridão da humanidade, concentrada num só lugar. Lembrou-me a cadeia.

Esses discursos melodramáticos não acrescentam nada, e absolutamente não resolvem o problema. Problema este que, se hoje está longe daqui (acho eu), a julgar pelo que vemos nos jornais, amanhã poderá estar perigosamente próximo.

Parafraseando nosso Presidente, nunca, na história deste país (sic), a perda de valores básicos em qualquer sociedade civilizada esteve tão acentuada e acelerada. Exemplo recente dessa realidade: um rapper escreve, num dos maiores sites nacionais, que roubar de rico para dar aos pobres é certo. Como é que é!? Estamos em estado de sítio, e ninguém avisou? Ou voltamos alguns séculos na escala evolutiva, e agora só sobrevive o mais forte? Indignante.

A quebra de valores se transforma em algo corriqueiro, banal, e isso que gera conformismo, que por sua vez dá lugar à indiferença, como se o errado fosse certo, e ponto final. Outrora, sexo em novela era obsceno, imoral, reprimível. Hoje, em determinadas cenas, pouco ou nada difere o dito “programa familiar” de um filme pornográfico. A analogia aplica-se à perda de valores vivenciada atualmente - se bem que, na minha concepção, a analogia usada como exemplo é um valor perdido. Pessoas matam, traficam, consomem tóxicos. E isso passa batido pela maioria. Traficantes subornam, ditam normas que têm mais eficácia que as do Estado. Todos acatam, e pior, sentem-se privilegiados por estarem seguros, de baixo das asas do crime organizado. Estamos, afinal, a alguns passos da anarquia (no sentido “populesco” da palavra).

Interessante como uma coisa puxa outra, ou melhor, um problema puxa outro. Uma corrente pútrida infinita. Por essas e outras, rara e comicamente, penso às vezes em ir morar no Alasca. Além de não existir todos esses problemas sociais crônicos e incuráveis existem aqui, lá é frio e parece bem aconchegante (Homer Simpson que o diga).

***

PS1: Se gostei do filme? Sim. E só para constar, assisti no cinema, nada de DVD pirata que financia o crime. O mais engraçado é ver gente que assistiu a versão perna-de-pau fazendo discursos (caras-de-pau) abominando o financiamento do tráfico via consumo de drogas. Como se o dinheiro dos DVDs piratas vendidos nos camelôs fosse revertido para o Criança Esperança…

PS2: Estou pensando seriamente em adquirir o livro (Elite da Tropa). Uma pena terem substituído a capa. Agora, ao invés daquela original belíssima, colocaram uma com o Wagner Moura. Nesta semana darei um pulo na BomLivro de Maringá; vi a edição original lá há algumas semanas, espero que ainda esteja disponível.

PS3: O texto homônimo da Luciana Monte é leitura recomendada. Excelente análise do filme.

PS4: PSs claramente inspirados no Inagaki e no Tuca. Gostei disso, permite incluir notas pessoais e/ou não-relacionadas ao texto, sem comprometer o mesmo. Repetirei a dose :).

Faça sua parte para cuidar do meio-ambiente

15 Out

Há um movimento chamado Blog Action Day, no qual, uma vez por ano, bloggers do mundo inteiro são convidados a escrever sobre determinado assunto. Este ano, o tema é o meio-ambiente, e hoje é o dia de darmos nosso pitaco acerca dele.

Não cabe a mim republicar aqui o que muitos, mais capacitados e entendidos, já disseram sobre o assunto. Por isso, chamo a atenção de vocês, leitores, para atitudes básicas, daquelas sempre presentes em listas do tipo “colabore com o meio-ambiente”, mas que comumente são esquecidas por nós:

  • Fechar a torneira enquanto se escova os dentes;
  • Desligar o chuveiro enquanto se ensaboa;
  • Não jogar papéis no chão;
  • Separar lixo orgânico do lixo reciclável.

Só para citar algumas…

Acredito que, salvo os integrantes do Green Peace, WWF e demais ONGs (e talvez nem eles), são raras as pessoas que levam uma vida ecologicamente correta em sua plenitude. Afinal, se formos pensar analiticamente na questão, e considerarmos ações indiretas, como os dejetos que a indústria dos produtos que utilizamos jogam em rios, por exemplo, todos colaboramos ou, no mínimo, corroboramos para com a degradação do meio-ambiente. Mas, não… acho que não precisamos ir tão fundo assim, afinal, se cada um fizer sua parte, todos ganharemos, não?

O hábito é difícil de ser criado, mas ele é o que é: hábito. Se no começo é difícil lembrar das tais ações em prol do meio-ambiente, com o tempo, a insistência e o compromisso, elas tornam-se automáticas, elas viram… habituais!

Cito como exemplo de hábito adquirido a separação de lixo que fazemos em casa. Certo dia, meu pai colocou uma caixa de papelão no quintal, e a partir de então, pediu para que nós sempre colocássemos papéis e plásticos nela. Era comum esquecer-me da tal caixa, e colocar pacotes de Miojo na lixeira da cozinha, na qual deveria ser colocado apenas lixo orgânico. Depois de algum tempo e algumas broncas dos meus pais, porém, passei a utilizar a caixa, e assim é até hoje: inconscientemente, após preparar meu Miojão de cada noite, ou levo o pacote direto para a caixa de papelão, ou deixo-o separado, num canto do balcão, para recolhê-lo no dia seguinte.

Estou longe de ser um mártir ecológico; este é apenas um exemplo singelo de como pequenas ações trazem benefícios grandiosos. Como diz o velho ditado, “uma andorinha só não faz verão”, mas imagine todos separando o lixo? Menos aterros, melhor aproveitamento dos produtos recicláveis, meio-ambiente mais saudável. E tudo isso iniciado por uma simples separaração de dejetos orgânicos dos materiais recicláveis.

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