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A força do Fantástico em prol da Amazônia

12 Fev

Quanto tempo leva para uma iniciativa se popularizar? Depende. Se a divulgação for feita, por exemplo, via boca-a-boca, ou então por publicidade convencional, no mínimo alguns dias. Se o tema for banal, então, demora mais. O orkut, por exemplo, demorou alguns meses para virar febre no Brasil. O messenger da Microsoft, anos.

Agora imagine uma iniciativa mostrada numa matéria no Fantástico, da Rede Globo, em horário nobre, e a respeito de uma nobre causa. O resultado só pode ser um só: sucesso instantâneo.

Não faz nem duas horas que a matéria foi veiculada, e já há mensagens circulando pela Internet sobre o assunto. Ah sim, o assunto… Artistas que participaram da minissérie Amazônia, preocupados com a devastação da floresta homônima, resolveram fazer um abaixo-assinado para tentar reverter a situação. A meta é alcançar um milhão de assinaturas, e então, entregá-las ao nosso querido presidente. A coleta de vistos está sendo feita através da Internet, pelo site Amazônia Para Sempre. Quando votei, há meia hora, a quantidade de assinaturas estava em aproximadamente vinte e dois mil. Sinceramente? Não duvido, ou melhor, aposto que chega a um milhão.

Sobre os dois spams pedidos via Internet. Um, obviamente, veio através do orkut:

Amazônia para sempre (orkut).

O outro, mais surpreendente, apareceu no fórum de um dos sites que administro, o do WinAjuda:

Amazônia para sempre (WinAjuda).

Repetindo o que escrevi neste último link, não acredito que este abaixo-assinado será a salvação da Amazônia. Obviamente, os próprios artistas idealizadores do projeto (Cristiane Torloni, Juca de Oliveira, Victor Fasano) também acham. Como um deles bem definiu, a idéia é alertar a sociedade, dar um grito de indignação contra as atrocidades que são feitas ao nosso maior patrimônio natural. E, sendo assim, eles têm todo meu apoio, incluindo uma assinatura, e um pedido aos meus poucos, mas grandes leitores: vamos assinar o abaixo-assinado?

Sobre amizade

31 Jan

O que liga uma pessoa a outra é o sentimento denominado amizade, um dos mais sublimes que o ser humano possui. Ela é densa, e abordá-la de forma crua, como tentarei neste texto, é algo deveras complicado.

É algo difícil de se obter, pois pede desinibição, risco. É, também, difícil de cultivar, pois exige atenção e disposição. É extremamente difícil de se solidificar, pois isso demanda entrega incondicional, e como todos sabem, as pessoas temem o novo, detestam se sentir fragilizadas, baixar a guarda, mesmo que seja para outra que lhe deseja o bem e somente o bem. Eu sou assim, você provavelmente também o é.

Vemos a amizade de maneira superficial, e só damos o verdadeiro valor que ela merece quando somos abatidos por alguma perda, não só em virtude da morte, mas de circunstâncias mundanas que, de um jeito ou de outro, suave ou abruptamente, nos separam de quem amamos. Verdadeiras amizades são escassas, raríssimas. Assim o são por serem extremamente frágeis, e também por necessitarem de um tempo enorme para serem construídas. Muitas pessoas passam durante nossa existência, duas ou três ficam para a eternidade.

Confiança, confiança e confiança. Esta é a base, e explica o porquê da amizade ser tão delicada. E isso é paradoxal, pois ao mesmo tempo em que ela é dura como um diamante, pode ser quebrada de moro irreparável, tal qual um cristal, pelo mais simples dos atos.

Não tolero traições, de qualquer espécie. Dependendo do grau da traição, e de quem me trai, não tolero e não perdôo. Vou além: de grande amigo, colega ou conhecido, passo a encará-lo como desafeto, e mesmo que isso seja ruim, contamine minha alma e traga más vibrações, detesto-o. O tempo, às vezes, consegue remediar essa cólera interna; todavia, não levanto um dedo para ajudá-lo. O traidor não merece, não mesmo. Prefiro meu espírito podre do que passar a mão na cabeça de quem cuspiu em meu apreço, em minha consideração.

Sou de poucos amigos, sempre fui, e isso não me incomoda. Pelo contrário, eu adoro ser assim. Seletividade. Antes cinco leões, do que quinhentas ovelhas. A analogia se encaixa perfeitamente no contexto. Já tive colegas, amigos, grandes amigos de um ou dois anos. Amigos de verdade, pouquíssimos. O ser humano é muito corruptível para merecer confiança irrestrita. Na dúvida, não arrisco.

Controle financeiro é uma boa

04 Jan

Não tem jeito: sem controle, quanto mais se ganha, mais se gasta. Note isso relembrando os tempos da adolescência, quando, salvo se sua família era abastada, a magra mesada dava, ainda que aos trancos e barrancos, para passar o mês. A informática está aí, e embora exista aquele mito de que ela existe para resolver problemas que não existiam antes do seu advento, neste caso em específico nos pode ser muito útil.

Há vários programas que se propõem a organizar suas finanças de forma simples e objetiva. Testei uns poucos, e infelizmente não me adaptei a nenhum, ainda… Listarei, neste texto, minha experiência no assunto, as soluções que já encontrei por aí, como me viro atualmente e, por fim, o que pretendo fazer para otimizar meu controle financeiro.

O primeiro programa que testei foi o lendário (e arcaico) Microsoft Money 99. Não adianta procurar as versões mais recentes em português do Brasil; embora a última versão americana seja a 2006, a última lançada no Brasil foi a de 1999. E o pior é que, a menos que eu esteja muito enganado, esta edição foi descontinuada. A única forma de adquirí-la, hoje, é através do Mercado Livre, e ainda correndo o risco de comprar um piratão.

O Money é bem completo, permite gerenciar múltiplas contas simultaneamente, exibe relatórios dinâmicos, histórico e mais um monte de coisas. De todos os programas que testei, é o mais amigável, e em virtude disso, após mais de um ano me virando com uma planilha (mais explicações adiante), estou pensando seriamente em migrar para esta aplicação.

MoneyLog.Quem deseja algo simples, funcional e direto, tem no MoneyLog uma excelente solução. Desenvolvido por Aurélio M. Jargas, é um simples arquivo HTML. Usando JavaScript e CSS, linguagens de programação voltadas à Internet relativamente simples, o MoneyLog é, como o próprio nome sugere, um diário de ganhos e gastos. O único problema que notei, grave aliás, é que não dá para integrar duas contas (a carteira e a conta corrente, por exemplo). Para quem trabalha com banco, fica complicado… Talvez por isso imaginei, logo que o vi, que ele poderia ser útil a adolescentes dependentes de mesadas. Há uns dois anos, este programinha me seria muito útil ;).

Por fim, meu sistema atual: uma planilha no Calc. O Calc, para quem não conhece, é o equivalente ao Excel do BrOffice.org, uma suíte de escritório gratuita. Não tem todo o poder do produto da Microsoft, mas para quem não tem grandes pretensões com planilhas, como eu, quebra o galho.

A planilha que criei e uso há mais de um ano tem uma sistemática parecida com a do MoneyLog, com a diferença de trazer três campos de totais: um para o total na cateira, outro para o total no banco, e um último, integralizando os dois anteriores. Qualquer coisa, por menor que seja, é lançada na planilha. Se for ganho, recebe um tom azulado; se for gasto, tom vermelho; transferência interna (entre carteira e banco), tom amarelo; juros e despesas bancárias, tom vermelho escuro. Uma imagem vale mais que mil palavras, então:

Planilha de gastos no Calc (mini).
Clique para ampliar.

Apesar de conseguir manter as rédeas dos gastos, este modelo apresenta algumas deficiências, ou melhor, falta de recursos. Para eu saber, por exemplo, quanto gastei em combustível entre janeiro e junho, tenho que consultar todos os lançamentos vermelhos do período, ou então, apelar para o Control + F (pesquisa), e buscar por lançamentos contendo a palavra “abastecimento”. E aqui entra outro problema: como o “motivo” sou eu quem determino, para que a busca se torne eficiente, devo padronizá-los. E padronizar todas as possibilidades que o dinheiro proporciona é, de certo modo, meio que impossível. Só para mostrar como deveria ser, cito o exemplo do Money: nele, há uma lista onde escolhe-se o motivo do lançamento, e mais abaixo, um espaço para observações quaisquer. Outro problema da planilha é a dificuldade no manejo. Divido os ciclos mensalmente, todos numa só planilha, o que me obriga a ter uma única e geral visão toda vez que abro o arquivo.

Estou aproveitando a deixa do ano novo para tentar, mais uma vez, usar o Money. Durante esta fase de testes, manterei minha planilha atualizada também, pois, caso não consiga me adaptar novamente, retorno a ela. Porém, agora conhecendo melhor o sistema, e percebendo seu poder e possibilidades, acredito que a adaptação acontecerá.

Controlar os gastos é bom por vários motivos. Só assim pode-se ter a noção exata de onde se gasta, evitando comentários futuros do tipo “para onde foi todo o dinheiro!?”. É um ótimo exercício, serve como controlador dos gastos, te dá uma visão monetária ampla, e no final, um balanço da sua vida financeira. Salvo o fato de ter que ficar lembrando de gastos pequenos, não vejo outros problemas ou dificuldades em relação à criação e manutenção de um controle financeiro. Você já faz o seu? Não? Junte-se a mim: aproveite o ano novo, que ainda é novíssimo, para instituir um. É gratificante, lhe garanto.