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De volta de Balneário Camboriú-SC

Estou de volta! Depois de sete dias offline em Balneário Camboriú-SC, ontem retornei à pacata Paranavaí-PR. E o mais legal: em uma semana, sete dias, 168 horas, utilizei a Internet apenas 2 horas. No restante do tempo, leitura, TV, podcasts e, claro, idas à praia.

Balneário Camboriú-SC.

Balneário Camboriú-SC.

Balneário Camboriú é uma das praias mais badaladas de Santa Catarina. Há muita gente na alta temporada, e é impressionante a quantidade de argentinos, com uns poucos paraguaios perdidos no meio, e brasileiros, claro, principalmente do Paraná e Rio Grande do Sul. A badalação tem seus pontos bons e ruins. O melhor é a imensa variedade de lugares legais para visitar, passear e se divertir. O pior, sem dúvidas, é a poluição e os problemas que ela traz consigo.

Não curto balada, então, o jeito foi aproveitar os pontos turísticos da cidade, e os barzinhos e restaurantes. As duas pontas da praia possuem atrações bem legais. Na ponta esquerda, há um caminho de madeira que circunda os morros (desabitados, só para constar), e dão em praias praticamente desertas, com águas agitadas. Vale pelo passeio em si, que proporciona visões belíssimas da orla. Na outra ponta, existe o teleférico, que nunca usei, e outras coisas legais, como uma espécie de passarela que adentra ao mar. Nesse ano, por preguiça, já que o apartamento ficava muito longe dessa área, não fui lá. Mas em anos passados fui, e o passeio é bom.

Passeio recomendado em Baln. Camboriú.

Passeio recomendado em Baln. Camboriú.

Outros lugares legais, que também passaram batidos em 2009, mas que conferi em anos passados, são o morro do Cristo e a feira de artesanato (onde consegui, em 2008, um genial avental de homem na cozinha).

Infelizmente, a praia estava estranha – e esse foi o ponto ruim. Nos primeiros dias, tudo muito bom, digno de cartão postal: sol, faixa de areia bem grande, entardecer com sombra dos prédios. Nos últimos, o tempo fechou, choveu muito com poucos períodos de sol intercalados, e essa instabilidade do clima fez florescer problemas chatos. Em diversos pontos, caminhando na areia, quarta-feira pela manhã, havia lixo trazido pela água, o que demonstrava sua impureza para o banho. A água, por conta do barro, ou da areia, ou de sei lá o quê, passou da característica e confortável coloração verde escura para uma verde amarronzada terrível. Mas o pior, mesmo, é que o mar avançou de tal maneira, que quinta-feira à tarde, nas minhas últimas horas de férias, havia três metros de areia separando a água do calçadão. Para mim, que prefiro a areia à água (tanto que não entrei na água durante toda a viagem), o quadro era desanimador.

Repare no tamanho diminuto da faixa de areia.

Repare no tamanho diminuto da faixa de areia.

Voltei de ônibus, por falta de espaço no carro. A viagem, como todas de ônibus que faço, começou turbulenta, sensação de mal estar, essas coisas, mas no fim correu tranquila. Apesar dos problemas acima relatados, e da monotonia que se instaurou em muitos momentos durante a estadia no litoral, foi legal. Serviu para eu (re)pensar algumas coisas importantes, dar um tempo em sites, computadores e essa coisa toda com a qual convivo o ano todo, passar os dias sem me preocupar com o amanhã. Ano que vem, quem sabe, tem mais.

Encontro de bloggers VIP (Maringá)

Domingo passado, há quase uma semana, portanto, rolou em Maringá o primeiro encontro dos bloggers da região. Na época, o encontro não tinha nome, mas hoje cedo o Danilo me chamou no Talk para anunciá-lo: VIP. Mas não de Very Important People, e sim Vim do Interior do Paraná.

O encontro foi no Jungle Juice, regado a muito suco e smoothly (ou algo parecido com isso). Estiveram presentes, além do já citado Danilo, eu, Rics, Nanda, Issamu, Tiago Valenciano e Ricardok. Ah sim: a filha do Rics e da Nanda, a pequena Sophia, também compareceu, além de dois não-bloggers: a namorada do Issamu, e a irmã do Rics. O fato de eu não saber o nome delas deve-se à minha péssima capacidade de guardar nomes de recém-conhecidos.

Definitivamente, não sou fotogênico (principalmente dormindo).

Definitivamente, não sou fotogênico (principalmente dormindo).

Como bem observou o Rics, em seu post sobre o encontro, o pessoal estava um pouco contido, meio receoso, talvez, ou então… Não sei. Acho que o local, que é muito legal, não colabora para reuniões do tipo, ainda mais quando os participantes acabam de se conhecer pessoalmente ( :P ). Apesar disso, o clima era legal, e tal qual o primeiro Batman do Cristopher Nolan, ele serviu de aperitivo para outros maiores e melhores que certamente pintarão no futuro.

O único dali que eu conhecia virtualmente há um bom tempo era o Issamu, que, a propósito, também comentou o encontro. E, como quase sempre, pessoalmente ele é bem diferente do que eu imaginava (e a foto do próprio em seu blog faz pensar). Conhecê-lo pessoalmente me fez relembrar os bons tempos do IRC, onde era comum, depois de batermos papo com o pessoal nos canais da cidade, conhecer todo mundo pessoalmente :) .

No geral, o balanço foi positivo. E que venham outros!

18º Festival Nipobrasileiro de Maringá

Está acontecendo em Maringá o 18º Festival Nipobrasileiro, que como o próprio nome entrega, é um grandioso festival organizado pela comunidade nipônica local, que diga-se de passagem, é uma das maiores do Paraná, quiçá do Brasil.

O tradicionalíssimo festival rola na Acema, começou no último dia 4, e vai até amanhã (12). Quinta-feira estive lá, e gostei muito do que vi, ouvi e comi.

Nunca tinha ido numa edição do festival, embora já tivesse ido numa festa típica, o também tradicional Festival da Primavera, de Paranavaí (começa mês que vem). A diferença entre ambos é bem acentuada: o evento de Maringá é gigantesco se comparado ao paranavaiense…

O festival ocupa vários barracões e áreas livres da Acema, que por sinal, é um local enorme. Logo na entrada, uma surpresa boa, e outra ruim. O estacionamento é bem organizado e há seguranças por todos os lados; o preço, porém, é meio alto, tanto para estacionar, quanto o das entradas. Mas é um mero detalhe, obviamente.

Na primeira parte do local ficam os stands, tanto os relacionados à cultura japonesa, quanto os que não têm nada a ver (Peugeot é francesa!). Há muita coisa legal nessa parte, e o mais interessante é que muitos dos stands presentes são de lojas maringaenses, as quais eu realmente não conhecia. A Shogun, por exemplo, é uma loja especializada em mangás e produtos relacionados. Nem sabia que novos números do Evangelion haviam sido lançados, aí aproveitei a ocasião para completar minha coleção. Havia também um action figure (porque bonequinho é coisa de criança, haha) do Cloud Strife, do Final Fantasy VII. Oficial e importado. Se não custasse quase R$ 200,00, teria levado.

Shogun.

O stand da Peugeot também chamou bastante a atenção. Eles trouxeram vários carros, incluindo o 307 SW, que possui um teto de vidro MUITO legal. Mas a cereja do pudim é a réplica de um stock car. Não é como o original, mas dá para ter uma boa noção do quão imponente são aqueles carros…

307 Stock Car.

Ainda na parte dos stands, outro se destacou (é o último que comento, prometo!). Uma empresa de decoração levou dois enormes dragões japoneses talhados em madeira. Aliás, dica da namorada: como distinguir um dragão japonês de um chinês?

Dragões.

É simples: dragões japoneses têm quatro patas, e os chineses, seis.

A seguir, vimos uma exposição de fotos históricas da comunidade japonesa local, outra de animes e mangás, e por fim uma de bonzai, aquelas árvores em miniatura que o Sr. Miyagi tinha no filme Karate Kid.

Kanji.   Animes.   Bonzai.
Clique nas imagens para ampliá-las.

Mais a frente, e porque ninguém é de ferro, comida! O salão gastronômico é enorme:

Salão Gastronômico.

Comemos, eu e a Heri, um harumaki cada (espécie de pastel com recheio de repolho), e yakisoba. Muito bom!

Bem ao lado desse salão, estava rolando algumas apresentações artísticas, especialmente japinhas cantando músicas japonesas. Bem próximo do palco, ficava a “pista” de odori, uma espécie de dança típica bem divertidona. Trata-se de um espaço quadrado, com uma mini-torre no meio, onde ficam os tocadores de taiko. Em torno dela, as pessoas dançam e caminham ao mesmo tempo, formando um círculo. Em determinado momento, o negócio ficou absolutamente lotado! Em Paranavaí, ano passado, arrisquei uns passos; dessa vez, não tive tamanha audácia…


Link para o vídeo no YouTube.

Depois disso, perambulamos mais um pouco nos stands e tal, e fomos embora. O Festibal Nipobrasileiro é ótimo, recomendável para todas as idades e nacionalidades.

E olha que legal: quinta-feira, estava eu almoçando marmita e assistindo Danny Phantom na TV Xuxa, quando apareceu a agenda cultura do programa, recomendando o festival. Que puxa, não?

[tags]Japão, Festival, Nipobrasileiro, Maringá, Odori, Yakisoba, Cultura, Tradição, Japonesa, Nipônica[/tags]

Eu em São Paulo

Na última quarta-feira, saí da minha pacata cidade rumo a São Paulo, uma das cidades mais populosas do mundo, a convite da Microsoft Brasil, a fim de participar de um encontro de bloggers. Esta parte eu já escrevi e publiquei no meu “blog” sobre Windows. Embora tenha sido o motivo principal da minha viagem, não foi o único. Houve mais, todos dependentes do principal, é verdade, mas tão legais quanto, sem dúvida.

Logo que surgiu a possibilidade de eu ir à terra da garoa, entrei em contato, via messenger, com o primeiro morador de lá conhecido que me veio à mente: Marmota. Dali para esquematizarmos alguma coisa durante minha estada, foi um pulo, e mais, com outras duas ilustres presenças confirmadas: Tuca Hernandes e Patrícia Köhler, o casal que se conheceu aqui no meu blog, e do qual, espero, serei padrinho de casamento, hehe.

É engraçado quando essas possibilidades surgem… Acompanho o André (Marmota) há anos, o blog dele, aliás, foi um dos que me inspiraram a criar o meu. O mesmo sobre o Tuca, que acompanho desde os tempos em que o Fiapo de Jaca era horrivelmente hospedado no UOL Blogs. E, obviamente, a Pat também, antes no Striptease Cerebral, hoje no Cintaliga. Estar prestes a conhecê-los pessoalmente me deixou muito entusiasmado.

O plano inicial era almoçarmos assim que eu chegasse lá, perto das 14h30min. Afinal, como disse o Marmota, São Paulo é especial: uma das poucas cidades onde há almoço às 15h e janta às 3h em alguns lugares. Infelizmente, o destino conspirou contra nós: meu vôo atrasou muito, cerca de três horas, e eu cheguei praticamente atrasado. Não bastasse isso, chovia horrores na capital paulista, e duas (ou três) passeatas durante o dia conseguiram piorar ainda mais o tráfego maluco de lá.

Abrindo um (grande) parêntese, deixe-me falar brevemente da sensação que dá ao voar de avião pela primeira vez. De tudo o que eu podia esperar, essa parte era a que mais me afligia. Ainda escreverei algo sobre os pensamentos mórbidos que tive na véspera da viagem, mas enfim, é bem melhor do que eu imaginava. A viagem é estupidamente rápida, tranqüila e, na que eu fiz, sem sustos. O avião, segundo o comandante, voa a cerca de 7 quilômetros de altura, numa velocidade de 810 Km/h. Viajei num Airbus 320, da TAM:

Airbus 320.

Achei pequeno, mas como não tinha e nem tenho base de comparação, essa é uma constatação bem idiota de se fazer. Na ida, serviram um pãozinho delicioso, com lombo defumado e um abacaxi assado/frito/cozido dentro. Na volta, um café completo: pão com presunto e muçarela, algumas frutas frescas e um pedaço de bolo. Ambos vinham acompanhados de uma bebida (guaraná, Coca-Cola, água, suco ou cerveja). Nota dez!

Quando entrei no avião, a primeira sensação que tive foi um quase déjà vu: o interior do mesmo me fez lembrar aqueles filmes do tipo “Pânico no ar”, bem típicos da Sessão da Tarde.

Interior do A320.

Mas chega de enrolação e vamos ao que interessa. Cheguei em Congonhas perto das cinco da tarde. Depois de um breve desencontro, finalmente achei o Marmota, e como nem nosso plano B podia ser executado (tomar um café da tarde), recorremos a um rápido capuccino mesmo. Um papo bem rápido, e dali peguei um táxi para me levar à sede da Microsoft.

(Fast forward ativado. Se quiser ler o que se passou entre as 18h e 21h30min, clique aqui.)

Depois do shopping, eu, Alexandre Fugita e Mario AV ficamos do lado de fora do WTC, esperando a Pat. Como senso de direção definitivamente não é o forte dela (e acho que de nenhum paulistano), demorou um pouquinho até nos encontrarmos. Demorou, mas deu tudo certo: no terceiro piso do estacionamento de uma das torres, a achamos, e eu finalmente conheci a Patrícia!

Isso já era um tanto tarde, mas sem problemas, afinal, o Marmota só sairia da redação do jornal à meia noite. O destino, previamente combinado com o Tuca, era um Fran’s Café na Paulista, aparentemente o café com o pior atendimento da cidade. Durante o trajeto, Mario AV ficou pelo caminho, eu conheci a famosíssima Avenida Paulista, e nela, o famosísíssimo MASP.

Eu na Av. Paulista.

Chegamos ao tal café, e eu finalmente conheci o grande Tuca. Tal qual eu imaginava, ele e a Pat formam um casal bacaníssimo!

Pat, eu e Tuca.

Dali em diante, um papo muito bom, enriquecido lá pelas tantas com a chegada do Marmota (que também relatou o dia em seu blog). Abordamos diversos assuntos no bate papo, com destaque para histórias antigas dos tempos das cavernas da Internet, e as bizarrices e possibilidades interessantes do Second Life. Aliás, quando o Fugita disse que, ao entrarmos no jogo, nosso personagem aparece sem roupa e andrógino, surgiu na roda a teoria de que a fonte de inspiração da Linden Lab para essa feature foi o Exterminador do Futuro. Partindo dessa pitada do papo, dá para ter noção do quão o papo foi divertido, não?

Todo mundo.

Como coisa boa passa rápido, quando alguém resolveu consultar o relógio, se espantou com o mostrador marcando mais de três da manhã. Saímos então, e sob um frio de cerca de 10º C, fomos embora. Voltei com o André e o Fugita, no Marmotamóvel. Primeiro deixamos o Fugita, aí o André se perdeu, e uma hora depois, após ter passado duas vezes no Museu do Ipiranga, e umas três vezes na frente do hotel, finalmente chegamos.

Com muito medo de dormir e perder a hora do vôo, embora o recepcionista do hotel tenha ficado de ligar na hora pedida (e realmente o fez), não dormi. Aguardei uma hora lendo a revista que havia ganho na Microsoft, e quando deu a hora, tomei café e, em seguida, um táxi rumo a Congonhas. A propósito, como Congonhas é grande! Gigantesco, para ser mais exato, se comparado ao aeroporto de Maringá…

Congonhas.

Sem atrasos, tranqüila e rapidamente, voltei a Maringá, onde fui recepcionado, aqui em casa, pela minha mãe, irmã e namorada. E só para constar, fui dormir só no final da tarde de ontem. Ou seja, ao todo, fiquei mais de 36h acordado. Um recorde pessoal!

De São Paulo, guardei boas e inesquecíveis lembranças. São coisas como essa que fazem com que a Internet me fascine tanto. Quando, em outra época, eu poderia ter amigos “virtuais”, com os quais eu posso contar, e que, ao trocar duas palavras ao vivo, consiga ficar e me deixar à vontade, tal qual me sinto com meus amigos “reais”? Espero voltar mais vezes a São Paulo, com calma, sem pressa, para rever esses amigos, conhecer mais gente de lá, e apreciar melhor as coisas boas que a terra da garoa tem a oferecer.

Agradecimentos à Microsoft, por ter possibilitado tudo isso, ao André, que foi me receber no aeroporto, ao pessoal que foi ao I Encontro Microsoft com Blogueiros, e à Pat, ao Tuca e ao Fugita, que junto com o André, propocionaram momentos divertidíssimos no Fran’s.

[tags]Microsoft, Blogueiros, São Paulo, Blogosfera, Encontro, Second Life[/tags]

Aventuras na 36ª ExpoParanavaí

Exposições agropecuárias são muito comuns em cidades interioranas. Em muitas delas, aliás, trata-se do evento do ano, aquele que comove toda a cidade, traz turistas de vários cantos do Brasil, é assunto principal em qualquer conversa enquanto acontece. Em Paranavaí não é diferente, claro. Há algumas semanas, aconteceu a 36ª edição da ExpoParanavaí, e eu, após muitos anos sem ir ou com rápidas passagens por lá, resolvi prestigiar e comparecer ao evento.

Algumas coisas são certas em exposições do tipo: brinquedos velhos e caindo aos pedaços, cantores sertanejos-bregas, peões e outras cafonices do gênero. Nunca curti muito, primeiro por não gostar de shows ao vivo, independente de quem sejam os artistas, e outra por detestar aqueles brinquedos enferrujados. Desta vez, porém, o cuspe caiu na testa: fui num dia em que havia show (Gino e Geno – embora não tenha assistido), e andei em alguns brinquedos. Detalhe: choveu em bicas naquele dia.

Antes de irmos para os brinquedos, passamos pelos bois, parada obrigatória para quem vai a uma exposição do tipo, e vimos algumas máquinas agropecuárias bem interessantes, como uma nova balança digital para pesagem de bovinos, e uma ordenhadeira bem legal, que faz massagem nas tetas das vacas. Coisa moderna, não? Vimos muitos tratores, e máquinas, e mais tratores, e outras máquinas, e por aí vai. Agora sim, os brinquedos!

No tromba-tromba, a bordo do meu bólido elétrico, simplesmente destrui os adversários, com manobras precisas, muita perícia e técnica ao volante. Devia ter filmado aquilo…

Tromba-tromba.

A seguir, a Heri aventurou-se, sem minha companhia, em brinquedos perigosos: kamikaze e samba. Ela é, definitivamente, maluca. E eu um pouco, já que topei acompanhá-la na montanha-russa. As ferragens rangiam enquanto o carrinho passeava sobre elas, brecadas e aceleradas abruptas eram constantes, e o medo de que, de repente, tudo desmorone, esteve presente em todo o trajeto.

Montanha-russa.

Apesar dos pesares, eu admito: é bem legal, e eu iria de novo, sem problemas.

Depois de brincarmos nas engenhocas, o mundo desabou na forma de água. E não é força de expressão: choveu muito mesmo. Veja a foto abaixo, e responda: seria aquilo uma arena, ou uma piscina?

Chuva na arena.

Ficamos na arena algum tempo, esperando a chuva acalmar. Vimos alguns peões em cima de cavalos e touros, e depois fomos aos stands das montadoras de automóveis. Lá, duas coisas me impressionaram: o novo Palio, que ao vivo é bem mais bonito que por fotos, e um novo Ford Fiesta, não pelo carro em si, mas pelo que estava escrito no parabrisa: “modêlo 2007″, assim mesmo, com acento circunflexo no “e”. Pena eu não estar com a câmera neste momento… Serviu de consolo o fato de eu ter visto um erro ainda mais crasso. Tinha visto um idêntico quando estive em Guaratuba, no começo do ano. Naquela ocasião, estava novamente sem câmera na mão (e essa repetição está me convencendo de que preciso de um celular com câmera). Desta vez, porém, não hesitei: registrei para a posteridade um dos erros mais grotescos que já vi:

Krep’s Suísso.

Esta visão soou como um recado, do tipo “acabou, não tem mais nada aqui, vão embora”. Entendi o recado, e fui embora.

[tags]Exposição, Agropecuária, ExpoParanavaí, Paranavaí, Gino e Geno, Rodeio, Montanha-russa[/tags]

As deslumbrantes Cataratas do Iguaçu

O terceiro e último passeio da minha viagem a Foz do Iguaçu foi justamente no cartão postal da cidade, o Parque Nacional do Iguaçu. A viagem, aliás, já foi há bastante tempo, logo, não garanto que este texto trará todas as informações que naquela época estavam frescas em minha mente.

À primeira vista, tudo é belíssimo e bem cuidado. À segunda, também. E à terceira, quarta, quinta… O complexo do parque é algo que impressiona duplamente: pela beleza, e pelo esmero com que as coisas são feitas por ali. Chegamos no ônibus da universidade, e após descermos no estacionamento, dirigimo-nos para a bilheteria. Há preços diferentes dependendo da idade e, o que achei um absurdo, da região onde se mora. Trocando em miúdos, se o visitante é de Foz ou região, paga um valor ridículo; se é turista, paga os olhos da cara. A loja de souvenirs serviu só para passar o tempo, enquanto o ônibus do parque não chegava. Ou alguém pagaria quase R$ 30,00 por uma Havaianas?

Quando o ônibus chegou, fiquei empolgado com um detalhe: ele tinha dois andares, e o mais legal é que o andar superior não tinha janelas, era tudo ao ar livre. Logicamente, eu e a Heri nos acomodamos na parte superior. E ainda bem! O ônibus faz uma viagem relativamente longa até as Cataratas do Iguaçu, e a julgar pelo calor que fazia, de certo derreteríamos embaixo. Lá em cima, só alegria: um vento delicioso no rosto, descendo por ruas espetacularmente lisas, ladeadas por um paisagem exuberante. No dia que as rodovias privatizadas paranaenses forem iguais àquela estradinha, eu pagarei os R$ 6,20 que cobram de pedágio com um sorriso no rosto…

O ônibus nos deixa no começo da trilha para as Cataratas, em frente a um hotel extremamente chique, um prédio estilo colonial todo rosa. “Trilha” é modo de dizer; na realidade, trata-se de um passeio de madeira, que desce o barranco rumo às quedas d’água.

Parque Nacional do Iguaçu.

Há descidas e subidas, algumas bem íngremes e cansativas. Na metade do caminho, aproximadamente, temos a primeira visão das cachoeiras.

Cataratas do Iguaçu.

À essa altura, o cansaço estava atingindo níveis quase insuportáveis. Mas eis que, antes de entregarmos os pontos, chegamos ao ápice da viagem: as Cataratas do Iguaçu!

Cataratas 1.

Cataratas 2.

A passarela felizmente estava aberta ao público, e desta vez deixei o medo de lado e, ao contrário do que fiz dez anos atrás, fui até o final. Vejam o vídeo:


(Acabei de enviar, pode ser que não funcione já… Experimente mais tarde, ok?)

Admiramos, admiramos e admiramos. Depois admiramos mais um pouco. Totalmente molhados, porque na passarela, é como se estivesse chovendo constantemente: a água vem das quedas bastante forte, sendo que é impossível sair de lá seco.

Mais à frente, há uma espécie de mirante, que fica imediatamente ao lado das quedas. Impressionante!

Lado das quedas.

Para felicidade geral, há um evelador que nos leva de volta ao início da trilha. Como o cronograma estava meio apertado, deixamos de visitar muitos lugares do parque. Há muitas outras coisas bacanas para se ver lá, como o museu, e os jogos radicais. Numa próxima oportunidade, com bastante tempo livre, explorarei com mais atenção esses extras do Parque Nacional do Iguaçu.

Depois deste último e maravilhoso passeio, voltamos à Itaipu para ver o show de luzes (esta história eu já contei). Dali, finalmente, jantamos numa pizzaria bem ruizinha, e depois, exaustos, voltamos a Maringá.

A viagem foi excepcional, em todos os sentidos. Espero que tenham gostado desta série de três dois textos. Sempre que possível, e eu julgar interessante a vocês, publicarei relatos de passeios e viagens que faço por aí. São poucos, sim, mas poucos que valem por muitos.

[tags]Cataratas, Viagem, Passeio, Foz do Iguaçu, Parque Nacional do Iguaçu, Parque, Cataratas do Iguaçu[/tags]

Visita à Itaipu Binacional

No dia nove de março, sexta-feira, fui até Foz do Iguaçu com alunos do curso de Engenharia Química da UEM, incluindo aí minha digníssima namorada, a Heri, que aliás foi quem me incluiu na viagem. Lá, visitamos a hidrelétrica Itaipu Binacional, o Parque Nacional do Iguaçu e o Paraguai. Foi uma viagem incrível, riquíssima em informações, impressões e imagens. Documentei tudo, e agora, na forma de três textos, descreverei este dia memorável.

Nossa primeira parada, e objeto deste primeiro texto, foi a grandiosa Itaipu Binacional. A hidrelétrica, maior do mundo em produção de energia (nem mesmo aquela da China consegue batê-la neste quesito), impressiona em cada detalhe. Fruto de um tratado entre Brasil e Paraguai, as obras tiveram início em 1978, e só terminaram em 1991. Ao todo, passaram por lá mais de cem mil trabalhadores, sendo que, no ápice da construção, mais de quarenta mil homens trabalharam simultaneamente. Detalhe: a cidade de Foz do Iguaçu, naquele tempo, tinha cerca de trinta mil habitantes. O canteiro era de proporções tão mastodônticas, que haviam várias fábricas de concreto e gelo dentro da própria usina. Motivo? Evitar que a temperatura do concreto variasse, comprometendo assim a estrutura. Ao todo, há vinte turbinas em Itaipu, sendo que as duas últimas foram inauguradas ano passado. Cada turbina gera 700 MW. Em virtude do tratado assinado pelos dois países, toda a energia gerada na hidrelétrica deve, obrigatoriamente, ser dividida entre ambos. O Paraguai usa 7% da energia gerada lá, e isto é o bastante para abastecer o país inteiro; o Brasil gasta, além dos 50% a que tem direito, o excedente paraguaio, totalizando 93% de consumo, valor este suficiente para abastecer cerca de 26% do território nacional.

O passeio começa de ônibus. Fomos acompanhados de uma guia e uma estagiária, as quais minha fraca memória fez o favor de esquecer os nomes. A primeira parada foi para ver o vertedouro, que para nossa sorte estava aberto, proporcionando um espetáculo à parte:

Vertedouro.

O vertedouro é a parte da hidrelétrica que regula o volume de água do reservatório. Quando este está cheio, aquele é aberto a fim de aliviar a carga. O mais legal é que, mesmo muito distante do vertedouro, conforme a foto acima mostra, gotículas de água nos atingiam, formando uma quase-chuva.

Dali, fomos a uma espécie de “varanda”, onde é possível ter uma visão panorâmica de toda a usina. É o momento onde a magnitude de Itaipu se mostra com toda sua força.

Itaipu.

A próxima parada é no ponto mais aguardado por todos: o interior da usina. Logo na entrada, nos deparamos com as tubulações das turbinas. São os maiores canos que já vi na vida!

Tubulações.

Entramos em várias salas, nas quais as guias, através de painéis e fotos, explicaram o funcionamento de Itaipu. Um detalhe deveras curioso é que muitas partes da estrutura têm, pasmem, isopor nas junções do concreto.

Isopor no concreto.

O isopor serve como um amortecedor. Toda a usina treme bastante, e caso ele não estivesse ali, esta trepidação desgastaria o concreto. Aliás, dentro da usina, o chão treme! Num primeiro momento chega a ser assustador, mas depois acostuma-se com o balanço.

Antes de dissecarmos o supra sumo da viagem, pausa para o momento nerd.

A maior parte dos materiais tecnológicos usados lá são da Siemens. Sim, aquela mesma Siemens que se juntou com a BenQ no ramo da telefonia móvel, e juntas produzem os piores celulares do mercado.

Eles usam Windows! A imagem abaixo mostra este flagra:

Windows em Itaipu!

Ela está meio desfocada, mas com um pouco de esforço dá para ver o Internet Explorer aberto, o tema clássico sendo usado, e um daqueles papéis de parede padrões do Windows XP ao fundo. Linuxers, chupem!

Tanta tecnologia, tanta excelência, mas eis que, em meio a este mar de rosas, o que eu encontro? Uma pré-histórica impressora HP Deskjet 690. Eu tive uma dessas há uns dez anos, foi minha primeira impressora, inclusive.

HP 690.

Tá, chega, voltemos à usina. A essa altura, estávamos próximos de chegar às turbinas. Logo na entrada, outra grata surpresa: uma das novas turbinas abertas! A 9a estava com defeito, e por isso, aberta. Aliás, só neste tipo de ocasião as turbinas são abertas.

Turbina 9a aberta.

Lá embaixo, o calor beira o insuportável. Tínhamos que usar um capacete laranja escroto, e além disso, um fone de ouvido sem fio sintonizado ao microfone da guia, que embora fosse bacana e tudo mais, incomodava muito. Enfim, segurança e tal… Fazer o que, não?

Avançamos por salões imensos, todos com muitas máquinas, todas automatizadas. A guia comentou que esta automação vez ou outra gera frustração em quem visita o local. As pessoas ficam desapontadas por não encontrarem nenhum funcionário correndo para lá e para cá, mexendo nas máquinas num ritmo frenético, essas coisas de filmes.

Salões.

Finalmente, a turbina em ação! Gira muito rápido, é fora de série!

Turbina 11 em ação!

Me empolguei tanto que fiz um filme da turbina 11. Vejam:

Exaustos, afinal andamos e subimos escadas sob um calor escaldante, finalizamos o passeio fazendo o trajeto de volta por cima da barragem. São quase oito quilômetros de uma beleza incomensurável.

Vertedouro por cima.

À noite, antes de retornarmos para Maringá, voltamos à usina para vermos o comentado show de luzes. Confesso que fiquei um pouco desapontado… Muito se falou sobre este evento, e a produção dele é toda pomposa, detalhes estes que só fizeram aumentar a expectativa. Infelizmente, o show se resume a uma música tosca (e excessivamente alta) de fundo, e o puro e simples acendimento das luzes. Achei que rolava uma integração luzes-música, um negócio meio discoteca, tuts-tuts e tal. Apesar dos pesares, e de ser aquém do esperado, não deixa de ser um belo espetáculo:

Show de luzes.

E este foi o primeiro passeio! Logo, logo, publico o relato do segundo, que foi a aventura em Ciudad del Este, e por fim, o último, da visita às deslumbrantes Cataratas do Iguaçu. Até lá!

***

Fiz um pacote com as fotos que tirei de Itaipu. São 51 imagens, todas na resolução 1024×768, totalizando 18,7 MB. Vale a pena, são imagens belíssimas.

[tags]Itaipu, Binacional, Hidrelétrica, Obra, Construção