November 16th, 2008
“Você torce para qual time?”. A essa pergunta, minha resposta é “nenhum”. Já expliquei aqui mesmo que não vejo graça em torcer desesperadamente por onze caras que não conheço, e cujo trabalho, seja bem sucedido ou totalmente fracassado, não muda nada em minha vida. Tem quem goste, quem se importe, quem se importe muito, e até quem chore por causa de futebol, mas, sem ofensas, eu passo.
Claro que esse perfil (o meu) é exceção na terra do futebol, e em boa parte do mundo. Uma pequena parte de mim chega até a invejar os amantes do esporte bretão, e às vezes acho que seria legal torcer cegamente para um time, arranjar desculpas esfarrapadas para quando ele joga mal, e tirar sarro dos times adversários. Atualmente, me limito ao último item - tirar sarro dos times do coração de meus amigos quando eles perdem. E, também, apreciar bons jogos de futebol, pois embora eu não torça para um time específico, aprecio uma bela partida de futebol.
No Brasil impera a política old school do pão e circo. Aliás, é impressionante como essa merda funciona bem aqui - o fanatismo que o futebol propicia é uma evidência escancarada disso. O problema é que a burrice do torcedor que troca tapas com outro porque seu time perdeu um jogo parece contagiar os cartolas brasileiros, já que são raros os times que conseguem se manter em dia com os credores. Isso é o cúmulo da má gestão, da incompetência: times que possuem milhões de fãs incondicionais não conseguem sair da lama da inadimplência. E é tão fácil! Iniciativas simples, que aos olhos dos não-torcedores soam como aproveitamento barato, fazem sucesso estrondoso junto aos torcedores fiéis, e geram renda. Exemplo-mor é essa camiseta tosca do Corinthians, que mais parece um mosaico de fotos de missa de sétimo dia. Apesar da baixa adesão (apenas 20% dos espaços foram preenchidos), só nessa brincadeira o (ul)timão faturou R$ 1 milhão.

Timemania, entende?
Em meio a esse caos, entra o governo para fomentar ainda mais o pão e circo. A veia paternalista pulsa mais forte, e ao invés de dar um sacode nos grandes clubes brasileiros, para ver se eles tomam jeito e passam a se organizar melhor, nosso querido governo cria a Timemania, uma loteria para salvar os times de futebol. Opa, mas salvar do quê? Do próprio governo e seus tentáculos, como INSS e FGTS. E quem paga o pato? O otário do torcedor.
Felizmente esse mesmo torcedor dá sinais de que, afinal, não é tão cego quanto fazem parecer cenas de uns e outros chorando em rede nacional pelo rebaixamento de um time. A Timemania está se mostrando um tremendo fiasco, e que assim continue, indo de mal a pior até minguar e morrer. Utilizar-se da boa vontade do povo para salvar time de futebol, que deveria esbanjar dinheiro, e não mendigá-lo, é um absurdo.
Para não dizer que este é um blog autoritário, aqui tem um (ótimo) texto cujo posicionamento diverge do meu. Vale a leitura.
Tags: análise, brasil, brasileirão, caixa, cef, clubes, fracasso, futebol, governo, loteria, timemania, times
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November 14th, 2008

Cartão do Bolsa Famíllia.
O Bolsa Família é um programa que tem mais demagogia do que benefícios reais às camadas mais pobres da população brasileira. Afinal, sem mover uma palha, simplesmente por viver e estar inerte, a pessoa ganha uns tostões ali, e tá tudo bem, problema resolvido (segundo o Governo), e ponto final. Não há incentivo, ou melhor, há sim: o incentivo de permanecer na inércia, afinal, não há contraprestação pelo dinheiro recebido. Por que, não sei como é em Brasília, mas na minha terra, criança freqüentar escola é básico, e não moeda de troca para esmola do Governo.
Sou um crítico ferrenho ao modelo do Bolsa Família. Entendo que há a necessidade de prover alimentação e recursos básicos a pessoas abaixo da linha da pobreza, mas acredito que haja meios melhores de suprir essa gravíssima lacuna, diferentes e mais dignos do que a mesada no fim do mês. Dar trintão a cada trinta dias para o cidadão não é a solução. É uma medida paliativa, falha, idiota, e não bastasse isso, um dos gastos mais fraudados do Brasil - título difícil em meio a tanta corrupção que há nesse país. Por essas e outras, o Bolsa Família é (um dos) cânceres que engessam o desenvolvimento do Brasil. Como diz o velho ditado, o Bolsa Família dá o peixe, ao invés de ensinar a pescar.
Felizmente alguém no Congresso decidiu que, afinal, o melhor caminho é ensinar a pescar. O Senador Álvaro Dias apresentou o projeto de lei 00433/08, que, resumidamente, é um grande avanço no malfadado projeto social. Se for aprovada e promulgada pelo Presidente (medo…), empregadores que contratarem beneficiários do Bolsa Família ganharão abatimentos fiscais na monta do que o novo empregado recebia do Governo através do programa. Medida simples, e que tem tudo para dar certo. Nas palavras do próprio Senador, é a “porta de saída do Bolsa Família”.
Pobreza existe e sempre existirá, em toda e qualquer sociedade capitalista. Querer combater isso, querer que todos sejam exatamente iguais, é ser comunista acreditar n’algo utópico, fora da realidade. O que se busca, no caso, é diminuir o abismo que separar ricos e pobres, ou em termos mais conhecidos, diminuir a desigualdade social. A Constituição garante direitos básicos a todos, e são esses que devem ser atendidos pelo princípio da isonomia. O Bolsa Família é um atraso nessa longa e exaustante caminhada, atraso este que, felizmente, pouco a pouco é deixado de lado.
Fiquei sabendo do projeto através do Noroestão.
Tags: álvaro dias, bolsa família, congresso, desigualdade social, governo, programa
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November 6th, 2008
Se tem algo que me incomoda no tema Several, usado neste blog atualmente, é aquela faixa gigantesca no topo contendo últimos comentários, pesquisa, feeds, etc. Acho-a meio exagerada, desproporcional se comparada com a delicadeza e sobriedade do que vem abaixo dela. Por isso, fiz um facelift profundo no topo do blog, que agora está mais “slim”.

Novo topo do blog.
No novo menu, à direita da faixa, há um efeito bacana, o scrollover. Vi primeiro no blog do Franco, aí trouxe ele para cá. Passe o mouse sobre uma das opções, e veja o que acontece.
Na barra lateral, ou sidebar, para os íntimos, fiz alguns ajustes finos no badge do FriendFeed, graças a uma página riquíssima (e muito bem escondida) sobre formatação com CSS no próprio domínio do serviço. Agora os comentários, que “entravam” na coluna dos posts, foram removidos, e não há cortes abruptos nas frases maiores que a largura da coluna da sidebar.
A partir de agora, quem acessar algum post do blog via Google, ou qualquer outro buscador, verá um anúncio do AdSense abaixo do título do post. Cortesia do plugin Landing sites, e intenção de ganhar algo em cima de pára-quedistas que, confesso, tanto enchem o saco todos os dias.
Por fim, mas não menos importante, a busca do blog agora é powered by Google. Como já escrevi sobre os motivos que a fazem melhor e mais relevante que a busca interna do WordPress, poupo meus dedos e apenas linko um texto do WinAjuda sobre o assunto. Curiosidade: no WinAjuda, por conta da mudança no domínio do site após a migração para o iG, a busca externa do Google ficou capenga. Por isso a abandonei lá.
Tags: adsense, blog, busca, cabeçalho, google, layout, plugin, scrollovers, several, tema, visual, web design, wordpress
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