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Ganhar para viver ou viver para ganhar?

Quando a gente ultrapassa a barreira dos vinte, questões maiores começam a fazer parte do cotidiano. Creio que a maior delas, especialmente para recém-formados, seja a famigerada “o que eu vou fazer?”. E essa, por sua vez, na verdade quer dizer “como vou ganhar um valor ‘x’ para me sustentar sozinho, sem depender dos meus pais?”.

Ok, talvez não seja um dilema geral, mas é um que eu, e muitos, passam. A coisa fica ainda mais delicada quando questões externas entram na jogada. No meu caso, especificamente, travo uma luta diária há mais de cinco anos contra o Direito, curso que escolhi e, aos trancos e barrancos, concluí ano passado. É algo como comer… sei lá… gengibre: todos dizem que é muito bom, mas não desce, por mais bem intencionado que eu esteja.

Somado a esse problema, eu tenho meus blogs. Nunca passei pela experiência, mas pelo que já li e ouvi, e pela conjuntura dos fatos, os blogs devem ser como amantes intrusas numa relação monogâmica estranha (com o Direito). É indubitável, pelo menos na minha ótica e dentro das minhas expectativas, que uma união com a pessoa certa seja o suprassumo da felicidade. Mas dentro de uma relação morna, como a que tenho com o Direito, as amantes, ou os blogs, entram como aquele capetinha do subconsciente no ombro, tentando para algo mais prazeroso, embora totalmente incerto.

Hoje os blogs me dão algum retorno, e uma expectativa de melhoras. Talvez essa expectativa fique só nisso mesmo, como o cara que promete eternamente à amante que largará a mulher para ficar com ela. Talvez não. Hoje, é o suficiente; para me sustentar sozinho, não.

Ou melhor, eu acho que não. É difícil colocar na balança duas coisas tão distintas: bem estar e segurança financeira. E mais ainda quando a tal segurança financeira, prometida pelo Direito, é tão… incerta. Mas o ponto não é este. O ponto é: até onde vale se sacrificar num emprego broxante por conta de um bom salário?

Uns dizem que o ideal é trabalhar  no que se gosta, outros, que na vida temos que fazer coisas que não são do nosso agrado. Há verdade em ambas as afirmações, mas qual tem mais peso?

O Alex Castro fez um belo (e motivador) texto sobre a primeira opção. Afinal, dinheiro não é tão importante assim. O ponto de vista dele, praticamente um estilo de vida, é bem peculiar e exótico para o padrão que tudo à nossa volta insiste em empurrar como o ideal. Outro ponto delicado, mais uma minhoca na cabeça para matar.

Às vezes o diabinho do meu ombro ganha força, n’outras, a dona Justiça se revela um pouco simpática, até. Nesse momento, ambos convivem bem. Até quando, não sei.

Futuro

  1. Sites;
  2. Concurso público;
  3. Advocacia;
  4. Virar hippie e viver de vender colar/brinco/pulseira na esquina das Americanas, em Maringá.

Estou considerando bastante a quarta opção.

O futuro está no lifestreaming

Lifestreaming.

Lifestreaming.

Pare e pense na quantidade de serviços na web que você usa atualmente. Qualquer um que tenha uma relação mais antiga e/ou íntima com a web, e a vê como uma plataforma, um complemento ou até mesmo uma parte da vida real, possui cadastro em sites para armazenamento e compartilhamento de imagens; bookmarks sociais; agregadores de feeds; tem blogs e microblogs. Todos eles propiciam o UGC, ou seja, user-generated content, ou em português, conteúdo gerado pelo usuário.

Em menor ou maior intensidade, o conteúdo que você gera chama a atenção dos outros. Até pouco tempo atrás, essa via de mão dupla entre internauta gerador e internauta consumidor estava limitada aos blogs. Mas, com o aparecimento e consolidação de outras formas de UGC, as pessoas passaram a acompanhar outras coisas umas das outras, como imagens, links, comentários rápidos, vídeos.

A grande questão, em determinada altura, era: como acompanhar esse mar de novidades, de todas as pessoas que gosto/admiro? Para suprir essa lacuna, cunhou-se o termo e nasceu o conceito de lifestreaming. Agora, ao invés de acompanhar uma ferramenta, acompanha-se uma pessoa. Através de um único canal, é possível ver, ler e ouvir tudo que determinada pessoa criou, e também mostrar aos outros tudo o que criamos. Continue lendo ‘O futuro está no lifestreaming’