Estou usando o Ubuntu Linux, acreditam?
Se esta é a sua primeira visita a este humilde endereço virtual, não feche a página ainda! Este blog não é nenhum semi-manifesto pró-software livre, o cara que o escreve (eu) não é um lunático barbudo anti-Microsoft, e para desespero dos lunáticos barbudos anti-Microsoft, eu uso e prefiro Windows. Explicarei com detalhes a situação.
Segunda-feira, voltei da faculdade à s 11h, como todo santo dia útil. Depois de almoçar, assistir The Batman, os gols da rodada e as manchetes do Jornal Hoje, liguei o notebook para ler e-mails e escrever alguma coisa no WinAjuda. Neste dia, também tinha a intenção de testar um cartucho de tinta, da HP 3820, recém-comprado. Quando o Windows XP carregou, algo estava diferente. O WiFi não funcionou, notei uma lentidão anormal… Reiniciei, mas continuou na mesma. Lutando contra a extrema lentidão do sistema, notei que o Gerenciador de tarefas estava meio detonado, e que nenhum programa aparecia no Adicionar ou Remover Programas. Meu primeiro suspeito foi o HD, que na linha Vostro 1000 tem um histórico maculado. Liguei para o suporte da Dell, o atendente pediu para eu fazer uma bateria de testes no notebook, e nada; ele estava perfeito, fisicamente falando.
Aqui entra o Ubuntu Linux. Há algum tempo, baixei a última versão (7.10) apenas para dar uma olhada, rodando via Live CD. Naquela situação, e precisando do notebook para o dia seguinte, à noite, após esgotar as possibilidades de recuperar o Windows*, resolvi instalá-lo como quebra-galho, já que o CD do Windows estava em ParanavaÃ, há uns setenta quilômetros de distância.
Shame on me, mas eu achei o Ubuntu 7.10 muito legal. Tudo é extremamente intuitivo e fácil. Pluguei a impressora na porta USB, e alguns segundos depois ela estava funcionando. Notem bem: sem nenhuma intervenção de minha parte. No Windows XP, teria um wizard chato, sem falar no download do bloatware que são os drivers da HP; no Vista, meu modelo (3820) só funciona através de um workaround porcaria, o qual só consegui fazer funcionar uma vez até hoje.

Todo o resto é legal. A usabilidade é apurada (nada de botões Ok e Aplicar), o GNOME é muito discreto é bem feito, o apt-get é algo de que já sinto falta no Windows, e o Compiz-Fusion enche os olhos.
Não me estenderei muito na parte técnica, nem partirei para comparações diretas com o Windows. Isso eu deixarei para meu outro blog.
Cá entre nós, estou me sentindo quase como um John C. Dvorak pobre. Ainda prefiro e recomendo o Windows, mas confesso que passei a ver o Linux com outros olhos depois dessa experiência…
*: Hoje, o PC das minhas irmãs apresentou o mesmÃssimo problema. Dessa vez, porém, encontrei o culpado: um vÃrus *@%$. Ok, talvez não seja tão *@%$, afinal, não fosse ele, não teria experimentado o Ubuntu… Ah sim: o PC das minhas irmãs passa bem - e com Windows.